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Questão de Instabilidade do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022)

Mão e punhoInstabilidade do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Com qual fator a instabilidade cárpica não dissociativa está associada com mais frequência?

  1. Lesão do ligamento escafossemilunar
  2. Frouxidão ligamentar
  3. Lesão do ligamento semilunopiramidal
  4. Lesão do ligamento escafocapitato
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Gabarito: B · Frouxidão ligamentar

Conceito-chave

Duas maneiras de o carpo ficar instável. O Green organiza as instabilidades traumáticas em quatro padrões principais (cap. 13, p. 501). Nas dissociativas (CID), a falha está entre ossos da mesma fileira: a maioria entre o escafoide e o semilunar e, menos vezes, entre o semilunar e o piramidal; são raras na fileira distal, que tem pouca mobilidade entre os ossos (p. 501). Nas não dissociativas (CIND), os ossos de cada fileira continuam unidos, e a falha está entre o rádio e o carpo, entre as duas fileiras ou nas duas: instabilidade radiocárpica, mediocarpal ou combinada, chamada de instabilidade da fileira proximal (p. 501).

A causa da CIND. "Embora mais frequentemente associada à frouxidão ligamentar, uma variedade pós-traumática grave de CIND foi recentemente descrita, associada a fraturas agudas do rádio ou do escafoide" (Green, cap. 13, p. 501). A instabilidade da fileira proximal é o padrão de CIND mais comum, e "raramente resulta de lesão em um ligamento específico. A maioria tem frouxidão congênita com controle neuromuscular deficiente", com algum episódio traumático menor que inicia os sintomas (p. 539). Por isso as radiografias devem ser comparadas com o punho do outro lado, e o paciente se queixa de um ressalto doloroso quando o punho vai para desvio ulnar (p. 539).

Por que a lógica é essa. Se nenhum ligamento intrínseco se rompeu, a fileira proximal se move em bloco; o que a deixa escapar é o conjunto de ligamentos extrínsecos e mediocarpais palmares frouxos, que não controlam a transição de flexão para extensão no desvio ulnar (Green, cap. 13, p. 539). Uma lesão de um ligamento intrínseco, ao contrário, separa dois ossos vizinhos: aí a instabilidade é dissociativa.

Tipo (Green, cap. 13, p. 501 e 539)Onde está a falhaCausa típica
Dissociativa (CID)Dentro da fileira: escafossemilunar, menos vezes semilunopiramidalLesão de ligamento intrínseco
Não dissociativa (CIND)Entre rádio e carpo ou entre as fileirasFrouxidão ligamentar, muitas vezes congênita; às vezes pós-traumática

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 59 da SBCM 2022, que cobrou a causa da instabilidade cárpica não dissociativa.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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