No teste de deslocamento mediocarpal de LICHTMAN, o que caracteriza o grau IV?
- A fileira distal quase não se desloca para palmar
- A fileira distal subluxa para palmar e volta sozinha quando a força é retirada
- A subluxação palmar é obtida com facilidade e se mantém depois que a força é retirada
- O próprio paciente produz e mantém a subluxação palmar, sem ajuda do examinador
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Conceito-chave
O que o teste mede. Na instabilidade não dissociativa da fileira proximal, os ossos da fileira não se separam entre si; o que falha é o controle da fileira inteira em relação ao rádio e à fileira distal (Green, cap. 13, p. 501). Normalmente, quando o punho vai para desvio ulnar, a fileira proximal passa de modo suave e sincronizado da flexão para a extensão; isso depende dos estabilizadores palmares mediocarpais, sobretudo o piramidal-hamato palmar, o piramidal-capitato, o radiopalmar da STT e o escafocapitato (p. 539). Quando eles estão frouxos, a fileira proximal fica fletida e só "salta" para a extensão num certo ponto do desvio ulnar, às vezes com o "catch-up clunk" audível e palpável (p. 539).
O teste de deslocamento mediocarpal. LICHTMAN descreveu a manobra para medir a frouxidão radiocárpica e mediocarpal: o punho é levado, no plano coronal, do desvio radial para o desvio ulnar enquanto a mão é empurrada para palmar, e os punhos são classificados em cinco graus pela força necessária para mantê-los subluxados (Green, cap. 13, p. 539, Fig. 13.50).
Os cinco graus. "No grau I, os ligamentos palmares médios do carpo estão tão tensos que a fileira distal dificilmente pode ser deslocada palmarmente. Os graus II e III ainda podem ser encontrados em indivíduos normais e representam níveis crescentes de frouxidão mediocarpal", com a subluxação obtida no desvio ulnar diminuindo quando a força é retirada. "No grau IV, a subluxação é facilmente alcançada e o punho permanece subluxado após a remoção da força externa." No grau V, o paciente reproduz ativamente e mantém a subluxação palmar em inclinação ulnar sem ajuda do examinador (Green, cap. 13, p. 539). A lógica é uma escada: quanto mais frouxo, menos força o examinador precisa fazer e mais tempo a subluxação se mantém, até o ponto em que nem o examinador é necessário.
| Grau (Green, cap. 13, p. 539) | O que se vê | Pode ser normal? |
|---|---|---|
| I | Fileira distal quase não desloca | Sim, punho rígido |
| II e III | Subluxa, mas diminui ao soltar | Sim |
| IV | Subluxação fácil que PERMANECE ao soltar | Não |
| V | O próprio paciente produz e mantém | Não |
A divergência com a prova. O gabarito original marcou, para o grau IV, a alternativa em que o paciente produz e mantém a subluxação sozinho. No Green, isso é o grau V; o grau IV é a subluxação que fica depois que o examinador solta. Esta questão segue o livro.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 4 da SBCM 2022, que cobrou o grau IV do teste de LICHTMAN; reescrita com a definição do Green, que diverge do gabarito oficial.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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