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Questão de Deformidades dos dedos (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022)

Mão e punhoDeformidades dos dedosOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na liberação de uma contratura em extensão da interfalângica proximal, quais estruturas são liberadas?

  1. Ligamentos checkrein, cápsula e colateral acessório
  2. Placa volar, checkrein e colaterais
  3. Ligamento triangular, cápsula e colaterais
  4. Tendão extensor (tenólise), cápsula dorsal e colaterais
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Gabarito: D · Tendão extensor (tenólise), cápsula dorsal e colaterais

Conceito-chave

O problema inverso. Na contratura em extensão, a IFP não flete. O que se encurtou ou aderiu está do lado dorsal: o tendão extensor colado ao osso e à pele, a cápsula dorsal e as fibras dorsais dos colaterais. As causas típicas são aderências após laceração e reparo do extensor, lesões por esmagamento, feridas que cicatrizam por segunda intenção e fraturas da falange proximal, que prendem o tendão à pele ou ao osso (Green, cap. 10, p. 397). Se a contratura é só capsular ou de aderências intrínsecas, a terapia costuma ajudar (p. 397).

A técnica. "A abordagem operatória para contraturas de extensão pode ser de uma abordagem dorsal ou dorsolateral." As fibras do ligamento retinacular transverso são divididas de cada lado do tendão central, o extensor é elevado com cuidado para não lesar a inserção da banda central, e a tenólise do extensor é feita tão proximal e distal quanto necessário (Green, cap. 10, p. 403). A cápsula dorsal é excisada e o movimento é testado; se a flexão completa não vier, liberam-se as fibras mais dorsais dos colaterais, e se ainda faltar, o restante dos colaterais é liberado da origem na falange proximal (p. 403). A Fig. 10.20 resume: tenólise do extensor, capsulotomia dorsal e liberação dos colaterais na falange proximal (p. 403).

Primeiro a flexão passiva, depois a ativa. "Ao tratar uma contratura de extensão PIP, o objetivo é restaurar primeiro a flexão passiva." Como não dá para saber antes se os flexores precisarão de tenólise, a cirurgia pode ser em dois tempos: o primeiro libera as estruturas dorsais e o segundo aborda as volares para a flexão ativa (Green, cap. 10, p. 403). E nenhuma discussão está completa sem pensar na contratura intrínseca: depois da liberação, faz-se o teste de BUNNELL e, se positivo, a liberação dos intrínsecos (p. 403).

Contratura da IFP (Green, cap. 10)LadoO que se libera
Em flexão (p. 400)VolarCheckrein, cápsula da placa e colaterais acessórios; colateral próprio se preciso
Em extensão (p. 403)DorsalTenólise do extensor, capsulotomia dorsal, colaterais da origem na falange proximal

Resultados. No estudo multicêntrico francês de MANSAT e DELPRAT, com 246 liberações da IFP, as contraturas em extensão foram 45% dos casos, e o arco melhorou em média 28 graus (Green, cap. 10, p. 403).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 47 da SBCM 2022, que cobrou as estruturas a liberar na contratura em extensão da IFP.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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