Na liberação de uma contratura em extensão da interfalângica proximal, quais estruturas são liberadas?
- Ligamentos checkrein, cápsula e colateral acessório
- Placa volar, checkrein e colaterais
- Ligamento triangular, cápsula e colaterais
- Tendão extensor (tenólise), cápsula dorsal e colaterais
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Conceito-chave
O problema inverso. Na contratura em extensão, a IFP não flete. O que se encurtou ou aderiu está do lado dorsal: o tendão extensor colado ao osso e à pele, a cápsula dorsal e as fibras dorsais dos colaterais. As causas típicas são aderências após laceração e reparo do extensor, lesões por esmagamento, feridas que cicatrizam por segunda intenção e fraturas da falange proximal, que prendem o tendão à pele ou ao osso (Green, cap. 10, p. 397). Se a contratura é só capsular ou de aderências intrínsecas, a terapia costuma ajudar (p. 397).
A técnica. "A abordagem operatória para contraturas de extensão pode ser de uma abordagem dorsal ou dorsolateral." As fibras do ligamento retinacular transverso são divididas de cada lado do tendão central, o extensor é elevado com cuidado para não lesar a inserção da banda central, e a tenólise do extensor é feita tão proximal e distal quanto necessário (Green, cap. 10, p. 403). A cápsula dorsal é excisada e o movimento é testado; se a flexão completa não vier, liberam-se as fibras mais dorsais dos colaterais, e se ainda faltar, o restante dos colaterais é liberado da origem na falange proximal (p. 403). A Fig. 10.20 resume: tenólise do extensor, capsulotomia dorsal e liberação dos colaterais na falange proximal (p. 403).
Primeiro a flexão passiva, depois a ativa. "Ao tratar uma contratura de extensão PIP, o objetivo é restaurar primeiro a flexão passiva." Como não dá para saber antes se os flexores precisarão de tenólise, a cirurgia pode ser em dois tempos: o primeiro libera as estruturas dorsais e o segundo aborda as volares para a flexão ativa (Green, cap. 10, p. 403). E nenhuma discussão está completa sem pensar na contratura intrínseca: depois da liberação, faz-se o teste de BUNNELL e, se positivo, a liberação dos intrínsecos (p. 403).
| Contratura da IFP (Green, cap. 10) | Lado | O que se libera |
|---|---|---|
| Em flexão (p. 400) | Volar | Checkrein, cápsula da placa e colaterais acessórios; colateral próprio se preciso |
| Em extensão (p. 403) | Dorsal | Tenólise do extensor, capsulotomia dorsal, colaterais da origem na falange proximal |
Resultados. No estudo multicêntrico francês de MANSAT e DELPRAT, com 246 liberações da IFP, as contraturas em extensão foram 45% dos casos, e o arco melhorou em média 28 graus (Green, cap. 10, p. 403).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 47 da SBCM 2022, que cobrou as estruturas a liberar na contratura em extensão da IFP.
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