Na liberação cirúrgica da contratura em flexão da interfalângica proximal, quais estruturas são liberadas primeiro, antes de se chegar ao colateral próprio?
- Cápsula articular e colateral próprio
- Ligamentos checkrein e colateral acessório
- Cápsula dorsal e tendão extensor
- Bandas laterais e ligamento retinacular oblíquo
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que a IFP trava em flexão. A IFP é uma dobradiça estabilizada pela geometria das superfícies, pelos colaterais e pela placa volar. Os colaterais próprios nascem do recesso da cabeça da falange proximal e se inserem no terço volar da falange média e na placa; os acessórios correm mais obliquamente e se inserem nas laterais da placa volar (Green, cap. 10, p. 387). A placa volar da IFP tem fibras transversais e quase nenhuma elasticidade; depois de uma lesão, os checkrein viram bandas colagenosas espessas que ligam a placa à falange proximal e restringem a extensão (p. 396). Por isso, mesmo um encurtamento leve dessas estruturas capsulares do lado palmar pode virar fibrose e contratura em flexão (p. 396).
A lógica da liberação: em degraus, do mais volar e superficial ao mais profundo. Cada estrutura é solta e a extensão é testada de novo, para não desestabilizar a articulação sem necessidade. Na via volar, a bainha flexora é aberta em dobradiça da A2 distal à A4 proximal, os flexores são afastados e "os ligamentos checkrein são liberados enquanto as artérias digitais transversais são poupadas"; se a extensão passiva completa não vier, faz-se a liberação capsular, soltando a placa volar da falange proximal e os colaterais acessórios da placa; "se a contratura ainda persistir, o restante do ligamento colateral é descolado da falange proximal" (Green, cap. 10, p. 400). A Fig. 10.17 mostra o mesmo pela via mediolateral: o retinacular transverso é dividido, os checkrein e o colateral acessório são liberados, e o colateral próprio só se o movimento não melhorar (p. 400).
| Degrau (Green, cap. 10, p. 400) | Estrutura | Quando |
|---|---|---|
| 1 | Ligamentos checkrein, poupando as artérias digitais transversas | Sempre |
| 2 | Cápsula: placa volar da falange proximal e colaterais acessórios da placa | Se não estender por completo |
| 3 | Colateral próprio, descolado da falange proximal | Se a contratura persistir |
O extensor e os resultados. A necessidade de tenólise extensora não pode ser prevista na contratura em flexão; a extensão ativa precisa ser checada após a liberação, e o paciente deve saber disso antes (Green, cap. 10, p. 400). Se o extensor estiver atenuado, soltar só o lado volar não devolve a extensão ativa (p. 400). Os resultados são modestos: quanto mais estruturas envolvidas, pior o resultado, e cerca de metade do ganho intraoperatório costuma se manter (p. 401).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 46 da SBCM 2022, que cobrou as estruturas liberadas na contratura em flexão da IFP.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo