A interfalângica distal se deixa hiperestender mais que a interfalângica proximal. Que estrutura existe na proximal e falta na distal?
- Placa volar
- Ligamentos checkrein
- Ligamento colateral principal
- Ligamento colateral acessório
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Conceito-chave
A placa volar e seus freios. Do lado palmar de cada articulação dos dedos há uma placa volar, uma lâmina fibrocartilaginosa que forma o assoalho da articulação e é a principal restrição à hiperextensão (Green, cap. 8, p. 326). Na interfalângica proximal (IFP), a placa se fixa com força nas margens da falange média e, proximalmente, de cada lado, emite uma expansão que segue até as margens volares da falange proximal: "essas extensões proximais são volares à artéria digital transversa no nível do colo da falange proximal e são chamadas de rédeas", os ligamentos checkrein (Green, cap. 10, p. 387). Essas cordas "são as restrições secundárias à hiperextensão da articulação, mas permitem a flexão completa" (cap. 8, p. 326).
Por que a IFP hiperestende pouco. A placa da IFP não se dobra na flexão como a da MF: ela desliza para proximal e distal com o movimento; por isso, aderência dela ou contratura dos checkrein limitam muito a extensão (Green, cap. 10, p. 387). E, "como a estrutura do checkrein limita a hiperextensão de forma muito mais eficaz do que o arranjo mais solto das fibras na articulação MF, as articulações interfalângicas normalmente hiperestendem muito menos do que as articulações MF" (p. 387).
A IFD é diferente. Na interfalângica distal, a placa volar se prende proximalmente no colo da falange média, "mas, diferentemente da articulação IFP, não possui extensões volares laterais. Não tendo ligamentos checkrein, a placa volar da articulação IFD pode hiperestender" (Green, cap. 10, p. 390). A MF também não tem checkrein: a bolsa atrás da sua placa volar é menor que a da IFP (p. 389, Fig. 10.3). Fora isso, a anatomia ligamentar da IFD é análoga à da IFP, com colaterais (cap. 8, p. 343).
| Articulação (Green, cap. 8 e 10) | Placa volar | Checkrein | Hiperextensão |
|---|---|---|---|
| IFP | Desliza; presa nas margens da falange média | Sim, um de cada lado | Bem contida |
| IFD | Presa no colo da falange média | Não | Possível |
| MF | Fibras cruzadas que colapsam na flexão | Não | Possível |
Por que importa na clínica. Na contratura em flexão da IFP, os checkrein são justamente o que se libera, identificados pela artéria digital transversa (Green, cap. 10, p. 400).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 77 da SBCM 2022, que cobrou o que falta na interfalângica distal para ela hiperestender mais que a proximal.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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