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Questão de Lesões ligamentares dos dedos (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022)

Mão e punhoLesões ligamentares dos dedosOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2022

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na avulsão do ligamento colateral ulnar da metacarpofalângica do polegar com um fragmento ósseo, até que tamanho do fragmento ele pode ser retirado, com o ligamento reinserido direto no osso?

  1. Até 10% a 15% da superfície articular
  2. Até 20% da superfície articular
  3. Até 25% da superfície articular
  4. Até 30% da superfície articular
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Gabarito: A · Até 10% a 15% da superfície articular

Conceito-chave

O ligamento do polegar que mais se rompe. O colateral ulnar (LCU) da metacarpofalângica do polegar segura a articulação contra o desvio radial, que é a força da pinça. Ele costuma se romper na sua inserção distal, na base da falange proximal, quando o polegar é forçado para radial (Green, cap. 8, p. 349, Fig. 8.33).

A lesão de STENER. Por cima do ligamento passa a aponeurose do adutor. Com angulação radial grande, o LCU rompe na inserção distal e a aponeurose desliza para distal da ruptura; quando a articulação se realinha, a borda proximal da aponeurose varre a ponta livre do ligamento para proximal e se interpõe entre o ligamento e o seu local de inserção. "A menos que seja restaurado cirurgicamente, o ligamento ulnar não cicatriza adequadamente e é instável ao estresse lateral" (Green, cap. 8, p. 349, Fig. 8.33). Às vezes o coto deslocado forma uma massa palpável proximal à borda da aponeurose (p. 349).

O reparo. Na avulsão distal, o ligamento costuma ser reaproximado do coto distal ou do defeito ósseo com sutura pull-through ou com uma pequena âncora, com a articulação fletida a 45 graus para não apertar demais; hoje a maioria é feita com âncora (Green, cap. 8, p. 351, Fig. 8.36). A complicação mais comum do reparo é a neurapraxia do ramo sensitivo dorsal do nervo radial (p. 352).

E quando vem um pedaço de osso junto. "Se um fragmento de osso acompanha o ligamento avulsionado, o reparo depende do tamanho do fragmento. Se o fragmento for pequeno (menos de 10% a 15% da superfície articular), ele pode ser excisado e o ligamento inserido diretamente no defeito com uma sutura ou âncora. Se o fragmento for grande, ele é reduzido anatomicamente no defeito com uma sutura pull-out, fios de Kirschner, um ou mais parafusos de minifragmentos ou um fio interósseo" (Green, cap. 8, p. 352). A lógica é a da superfície articular: um fragmento pequeno não faz falta à articulação e é mais fácil de tirar do que de fixar; um grande carrega cartilagem que precisa voltar ao lugar.

Fragmento junto do LCU (Green, cap. 8, p. 352)Conduta
Pequeno, menor que 10% a 15% da superfície articularExcisar e reinserir o ligamento (sutura ou âncora)
GrandeReduzir e fixar (pull-out, fios de Kirschner, parafusos, fio interósseo)

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 57 da SBCM 2022, que cobrou o tamanho de fragmento abaixo do qual se resseca e reinsere o colateral ulnar.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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