Na ruptura fechada da banda sagital, qual banda e quais dedos costumam ser acometidos?
- Banda ulnar, dedos médio e anular
- Banda ulnar, dedos indicador e médio
- Banda radial, dedos médio e anular
- Banda radial, dedos indicador e médio
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Conceito-chave
O que segura o extensor no lugar. Sobre a metacarpofalângica, o tendão extensor comum (EDC) passa por cima da cabeça do metacarpo, uma superfície arredondada da qual ele escorregaria para um dos lados na flexão. Quem o mantém centrado são as bandas sagitais: "O tendão extensor ao nível da articulação MF é mantido em posição central pelas bandas sagitais, que se originam da placa volar da articulação MF e dos ligamentos intermetacarpais, para se inserir no capuz extensor"; a lesão delas pode resultar em subluxação do EDC (Green, cap. 5, p. 183). São como duas alças, uma radial e uma ulnar, que abraçam o tendão e o puxam igualmente para os lados (p. 185, Fig. 5.5).
Qual alça rompe. "As rupturas fechadas da banda sagital são mais comuns do que as lacerações abertas e geralmente envolvem a banda sagital radial do dedo médio ou anular após extensão resistida ('batida') do dedo ou trauma direto no dorso da articulação MF" (Green, cap. 5, p. 204). Com a alça radial rompida, só a ulnar puxa, e o extensor cai para ulnar, para o sulco entre as cabeças dos metacarpos. O médio é o mais acometido, pela posição exposta e pela ancoragem mais frouxa do seu extensor à banda sagital; raramente, a lesão da banda ulnar leva o tendão para radial (p. 204).
Como se apresenta. O tendão salta entre o sulco ulnar e a posição normal, o que pode ser confundido com dedo em gatilho e atrasar o tratamento; muitas vezes a pessoa não consegue iniciar a extensão da MF a partir da flexão, e o dedo fica desviado para ulnar; se o examinador estende o dedo passivamente, a posição reduzida costuma ser mantida, a não ser na lesão crônica (Green, cap. 5, p. 204). Quem tem hiperfrouxidão pode ter subluxação não patológica do médio e do anular em flexão, por isso o outro lado deve ser examinado (p. 204, Fig. 5.27).
Classificação e tratamento. RAYAN e MURRAY: tipo I, contusão sem ruptura; tipo II, ruptura com ressalto do extensor, sem luxação completa; tipo III, luxação do tendão no sulco entre as cabeças (Green, cap. 5, p. 204). Sem subluxação, fita no dedo vizinho por 4 semanas. Com subluxação vista em até 3 semanas, tratamento sem cirurgia: tala que mantém a MF lesada em 25 a 35 graus de hiperextensão em relação às vizinhas, em tempo integral por 8 semanas, com movimento ativo liberado (p. 204). Lesão crônica sintomática pode pedir reconstrução da banda sagital (p. 204).
| Ponto (Green, cap. 5, p. 204) | Ruptura fechada da banda sagital |
|---|---|
| Banda | Radial (raramente a ulnar) |
| Dedos | Médio (mais comum) ou anular |
| Mecanismo | Extensão resistida ("peteleco") ou trauma direto no dorso da MF |
| Para onde cai o extensor | Para ulnar, no sulco entre as cabeças |
| Aguda com subluxação | Tala em hiperextensão da MF por 8 semanas |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 3 da SBCM 2022, que cobrou a banda e os dedos mais acometidos na lesão fechada da banda sagital.
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