Como costuma surgir a paroníquia aguda e qual é o agente mais comum?
- Por via hematogênica, em criança com infecção de vias aéreas; Staphylococcus aureus
- Por inoculação em pequenos traumas da prega ungueal; Candida albicans
- Por via hematogênica, em criança com baixa imunidade; Candida albicans
- Por inoculação em pequenos traumas da prega ungueal, como manicure ou roer unha; Staphylococcus aureus
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Conceito-chave
A infecção mais comum da mão. "A paroníquia é a infecção mais comum na mão, acometendo três vezes mais as mulheres do que os homens" (Green, cap. 2, p. 20). Ela envolve a dobra de tecido mole ao redor da unha; em geral é tratada pelo médico da atenção primária, e o cirurgião de mão vê os casos refratários (p. 20).
Por que começa. A prega ungueal e a lâmina da unha formam uma barreira. Quando ela se rompe, as bactérias entram no tecido em volta da unha: a paroníquia aguda "geralmente resulta da inoculação bacteriana do tecido da paroníquia por uma lasca de unha ou unha, por um instrumento de manicure ou por roer as unhas" (Green, cap. 2, p. 20, Fig. 2.3). "Embora a maioria das paroníquias sejam infecções mistas, o organismo infectante mais comum é o S. aureus" (p. 20).
Como evolui. No início há eritema, edema e dor junto da unha (Green, cap. 2, p. 20). Sem tratamento, forma-se pus, que pode descer sob a lâmina ungueal ou ir para a polpa; pela continuidade com o eponíquio, pode contornar a base da unha até a prega do outro lado (a "infecção de fuga"); quando pega todo o eponíquio e uma prega lateral, chama-se eponíquia, uma coleção de pus sob a porção proximal da unha, na região da lúnula (p. 22).
Como se trata. As infecções precoces são tratadas sem cirurgia, com antibiótico oral que cubra o S. aureus e imersões em água morna com iodopovidona diluída duas a três vezes por dia (Green, cap. 2, p. 23). Com abscesso, libera-se ao longo do sulco perioniquial até a base da unha, com a lâmina do bisturi voltada para longe do leito para não lesar a matriz; parte da unha só é retirada se o abscesso se estende sob ela; depois, antibiótico oral por 7 a 10 dias e movimento precoce (p. 23). Se não resolve em 1 semana, pensar em osteomielite, germe atípico ou drenagem insuficiente (p. 23).
Não confundir com a crônica. A paroníquia crônica é outro problema: eponíquio endurecido e arredondado, mais em mulheres de meia-idade (4:1), com imersão frequente em água e detergente como fator predisponente; hoje é vista como condição eczematosa, em que a colonização estafilocócica pode ser seguida de infecção por Candida albicans (Green, cap. 2, p. 24).
| Paroníquia aguda | Paroníquia crônica (Green, cap. 2, p. 20 e 24) | |
|---|---|---|
| Como começa | Inoculação: lasca de unha, manicure, roer unha | Separação entre lâmina e tecido mole; imersão em água e detergente |
| Agente | S. aureus (muitas vezes infecção mista) | Colonização estafilocócica e, depois, Candida |
| Tratamento | Antibiótico e imersão; drenagem se abscesso | Condição eczematosa, tratamento prolongado |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 98 da SBCM 2022, que cobrou o mecanismo e o agente da paroníquia.
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