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Questão de Transferências tendinosas e paralisias (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024)

Mão e punhoTransferências tendinosas e paralisiasOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Para corrigir a garra ulnar, LITTLER modificou o procedimento de STILES-BUNNELL. Qual tendão ele costuma usar?

  1. Extensor próprio do indicador
  2. Flexor superficial do anular
  3. Flexor superficial do dedo mínimo
  4. Flexor superficial do dedo médio
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Gabarito: D · Flexor superficial do dedo médio

Conceito-chave

Por que o dedo vira garra. Na paralisia ulnar, os intrínsecos param. Sem eles, ninguém flete a metacarpofalângica nem estende as interfalângicas ao mesmo tempo: o extensor extrínseco hiperestende a metacarpofalângica e os flexores extrínsecos fletem as interfalângicas. As transferências para a garra procuram devolver justamente essa ação intrínseca, flexão da metacarpofalângica com extensão das interfalângicas.

De onde vem a ideia. STILES e FORRESTER-BROWN fizeram a primeira transferência dinâmica para o dedo em garra, levando uma tira de cada superficial ao extensor sobre a falange proximal. BUNNELL redirecionou as duas tiras de todos os superficiais pelos canais dos lumbricais até as bandas laterais, o procedimento de STILES-BUNNELL; mas a operação sofria com complexidade, aderências e transformação dos flexores da interfalângica proximal em extensores potentes, e muitas vezes evoluía para hipercorreção intrínseca-plus em 1 ou 2 anos (Green, cap. 31, p. 1214).

A modificação de LITTLER. "LITTLER modificou o procedimento de STILES-BUNNELL usando apenas um (geralmente o dedo médio) tendão superficial, e isso se tornou a técnica padrão para correção do dedo em garra" (Green, cap. 31, p. 1214). O superficial do médio é cortado na altura da interfalângica, deixando um coto de uma tira preso à falange média, que faz tenodese da interfalângica proximal e evita a hiperextensão; o tendão é retirado por incisão palmar, dividido em quatro tiras, e cada uma passa pelo canal lumbrical, palmar ao ligamento intermetacarpal transverso profundo, até a banda lateral radial (p. 1214). A sutura é feita com o punho a 30 graus de flexão, metacarpofalângicas a 80 a 90 graus e interfalângicas estendidas (p. 1214).

O cuidado com o anular. "O uso do tendão superficial do dedo anular, mas não do dedo médio, para este procedimento é contraindicado na paralisia do nervo ulnar alto ou quando o profundo do dedo anular é fraco" (Green, cap. 31, p. 1214). Na lesão alta, o profundo do anular também perde força, e tirar o superficial deixaria o dedo sem flexor útil.

Técnica para garra (Green, cap. 31, p. 1214 e 1215)Tendão doador
STILES-BUNNELLTodos os superficiais
LITTLERUm superficial, em geral do médio, em quatro tiras
FOWLERExtensor próprio do indicador e extensor do dedo mínimo

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 89 da SBCM 2024, que perguntou qual tendão LITTLER costuma usar na modificação do STILES-BUNNELL.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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