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Questão de Retalhos e cobertura cutânea (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024)

Mão e punhoRetalhos e cobertura cutâneaOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em qual destas situações a terapia de pressão negativa (curativo a vácuo) fechada não deve ser usada no membro superior?

  1. Contaminação grave da ferida
  2. Ferida com muito exsudato
  3. Membro edemaciado
  4. Ferida com bordas a aproximar (marsupialização)
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Gabarito: A · Contaminação grave da ferida

Conceito-chave

O miofibroblasto mecânico. A terapia de pressão negativa (TPN) aplica sucção controlada sobre uma esponja selada na ferida. O Green lista seus efeitos: "remoção de exsudato, diminuição do edema, fechamento do espaço morto, promoção da contração da ferida, marsupialização das bordas da ferida e promoção da granulação"; em essência, ela "atua como um 'miofibroblasto mecânico'" (cap. 43, p. 1684). No membro inferior, revolucionou a cobertura de defeitos complexos, porque leva a ferida a contrair e granular até aceitar um enxerto de pele em vez de um retalho (p. 1684).

No membro superior, com limites. A mão e o antebraço precisam de deslizamento de músculos e tendões, e o Green alerta que a TPN prolongada seguida de enxerto pode dar resultados inferiores aos da cobertura precoce com tecido vascularizado (cap. 43, p. 1684). Ela nunca deve prolongar sem necessidade a reconstrução, e o objetivo é a cobertura definitiva em 7 a 10 dias; usada como ponte, por pouco tempo, ajuda a ferida e pode reduzir o tamanho do retalho necessário (p. 1684). A escolha segue o elevador reconstrutivo de Gottlieb e Krieger: ir direto ao tratamento mais adequado, não subir degrau por degrau a partir do mais simples (p. 1684).

Quando não usar. "NPT fechado não deve ser usado para extremidades com contaminação grave, infecção ou sangramento significativo. Também deve ser usado com cautela no cenário de reparo ou reconstrução vascular" (Green, cap. 43, p. 1684). O motivo é mecânico: o sistema é fechado, e o que está embaixo da esponja fica selado; uma ferida contaminada precisa antes de desbridamento, e um sangramento ativo seria aspirado sem controle. Pela mesma razão, a esponja tem de ser trocada a intervalos regulares (p. 1684).

Situação (Green, cap. 43, p. 1684)Pressão negativa fechada
Exsudato, edema, espaço morto, bordas a aproximarEfeitos desejados
Contaminação grave, infecção, sangramento significativoNão usar
Reparo ou reconstrução vascularUsar com cautela
Uso prolongado antes de enxertoEvitar; cobertura em 7 a 10 dias

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 55 da SBCM 2024, que perguntou em qual situação o curativo a vácuo fechado não deve ser usado nas extremidades. As outras alternativas são, na verdade, efeitos que o Green lista como benefícios.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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