Na fixação de uma fratura instável do escafoide com parafuso, como se escolhe o comprimento do parafuso em relação à medida feita com o fio-guia?
- Igual à medida, chegando ao limite da cartilagem
- 2 a 3 mm menor que a medida
- 4 a 5 mm menor que a medida
- 8 a 10 mm menor que a medida
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Conceito-chave
Na fixação do escafoide, o comprimento medido com o fio-guia não deve ser transferido integralmente para o parafuso. O resumo orienta subtrair 4 mm da medida. Entre as faixas oferecidas, esse valor está em 4 a 5 mm, a alternativa C (Rockwood adultos, 10ª ed., cap. 44, fixação percutânea).
O cuidado decorre da geometria do osso: mais de 80% de sua superfície é cartilagem, e o parafuso precisa permanecer dentro dos limites ósseos, sem ficar saliente na articulação. A medida do fio informa o trajeto; a escolha do implante precisa reservar espaço para enterrá-lo de maneira adequada. Não é uma autorização para encostar a extremidade na cartilagem.
A técnica também exige controle em várias incidências para conferir trajetória e limites. O resumo recomenda pelo menos AP, perfil e oblíquas em pronação e supinação, além de broquear mesmo com parafuso autoperfurante, evitando afastar o traço. Nas instáveis, pode-se acrescentar um fio antirrotatório. Esses cuidados protegem a redução enquanto se obtém compressão.
A faixa da alternativa não deve ampliar a regra da fonte: o número efetivamente lido foi 4 mm, não uma recomendação indistinta de retirar qualquer valor entre 4 e 5 mm. O objetivo é combinar segurança articular com compra óssea e estabilidade, usando a medida e a posição real de cada fragmento.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 68 da SBCM 2024, que perguntou como escolher o comprimento do parafuso na fixação do escafoide em relação à medida do fio-guia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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