Na criança com fratura do rádio distal tratada com redução fechada e gesso, qual destes é fator de risco para perder a redução?
- Fratura do rádio distal isolada, sem fratura da ulna
- Lado dominante
- Angulação inicial de 25 graus
- Translação inicial de 40%
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Conceito-chave
Um problema comum, mesmo com boa técnica. Na criança, a fratura do rádio distal costuma ser tratada com redução fechada e gesso, e o periósteo espesso ajuda: intacto, ele age como banda de tensão que facilita a redução e dá estabilidade (Green, cap. 41, p. 1625). Mesmo assim, o desvio tardio é frequente. As séries relatam perda de redução entre 10% e 91%, e, em geral, cerca de um terço das fraturas que precisam de redução voltam a desviar (p. 1625).
Os fatores de risco. O Green lista, numa única frase, o que se associa à perda da redução: "deslocamento inicial (aposição de baioneta, translação > 50%, > 30 graus de angulação), fratura isolada do rádio distal, fratura ulnar associada ao mesmo nível, redução inicial fechada inadequada, má técnica de gesso, atrofia muscular, e resolução do inchaço inicial dos tecidos moles durante o uso do gesso" (cap. 41, p. 1625). Por isso, radiografias seriadas, de início semanais, são obrigatórias (p. 1625).
Repare nos números e na ulna. O desvio inicial que pesa é a translação acima de 50% e a angulação acima de 30 graus; valores abaixo, como 40% de translação ou 25 graus, não entram na lista. Quanto à ulna, os dois extremos aparecem: a fratura isolada do rádio e a fratura da ulna no mesmo nível. Os dois estão na mesma frase do livro, e a prova pode cobrar qualquer um.
O gesso também conta. O livro descreve índices para medir a qualidade da moldagem: o índice do gesso, razão entre os diâmetros do gesso no nível da fratura no perfil e no frente, acima de 0,7 se associa a mais perda de redução, e o índice de folga, se a soma no frente e no perfil passar de 0,15, também (Green, cap. 41, p. 1625). Dois ensaios randomizados mostraram que o gesso curto mantém a redução tão bem quanto o longo, e que a qualidade da redução e da moldagem importa mais que o comprimento (p. 1625).
| Fator de perda de redução (Green, cap. 41, p. 1625) |
|---|
| Baioneta, translação acima de 50%, angulação acima de 30 graus |
| Fratura isolada do rádio distal |
| Fratura da ulna no mesmo nível |
| Redução inicial inadequada, má técnica de gesso |
| Atrofia muscular, resolução do edema no gesso |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 18 da SBCM 2024, que perguntou qual destes era fator de risco para perder a redução na fratura do rádio distal da criança.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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