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Questão de Instabilidade do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024)

Mão e punhoInstabilidade do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na paralisia cerebral, que tipo de instabilidade do carpo pode surgir?

  1. Escafossemilunar
  2. Complexa
  3. Semilunopiramidal
  4. Adaptativa
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Gabarito: D · Adaptativa

Conceito-chave

Os quatro padrões de instabilidade. O Green organiza as instabilidades traumáticas do punho em quatro grupos (cap. 13, p. 501), e a pergunta sobre a paralisia cerebral só faz sentido com o mapa completo na cabeça. Na dissociativa (CID), a ruptura ou insuficiência ligamentar fica entre ossos da mesma fileira, quase sempre escafoide e semilunar, menos vezes semilunar e piramidal. Na não dissociativa (CIND), a disfunção é radiocarpal e/ou mediocarpal, com os interósseos da fileira proximal íntegros. Na complexa (CIC), há traços dos dois tipos, como nas luxações do carpo mal tratadas (p. 501).

O quarto grupo. A instabilidade adaptativa (CIA) "refere-se aos casos de desalinhamento do carpo não secundário a uma lesão intercarpal ou lesão ligamentar radiocárpica/mediocarpal, mas sim a uma condição fora do carpo" (Green, cap. 13, p. 501). O exemplo mais frequente é o carpo normal que se acomoda a um rádio distal consolidado com desvio (p. 501). Os ligamentos estão bons; o que mudou foi a base em que o carpo se apoia ou as forças que agem sobre ele.

Onde entra a paralisia cerebral. O Green escreve: "As condições neuromusculares (paralisia cerebral, acidente vascular cerebral) também podem criar um desequilíbrio de forças (através da interrupção das vias sensório-motoras normais) que leva a deformidades posturais da fileira proximal do carpo" (cap. 13, p. 502). O mecanismo é de forças: o controle sensório-motor alterado puxa o carpo para uma postura anormal, sem que nenhum ligamento tenha rompido. Por isso as relações entre os ossos da fileira proximal continuam normais, os pacientes costumam não ter sintomas do desalinhamento, e ele pode diminuir se a causa for reconhecida e tratada a tempo, persistindo nos casos crônicos ou negligenciados (p. 502).

Grupo (Green, cap. 13, p. 501)BaseExemplo
Dissociativa (CID)Ruptura entre ossos da mesma fileiraEscafossemilunar, semilunopiramidal
Não dissociativa (CIND)Radiocarpal e/ou mediocarpal; interósseos íntegrosInstabilidade da fileira proximal
Complexa (CIC)Traços de CID e CINDLuxação perilunar mal tratada
Adaptativa (CIA)Causa fora do carpoRádio consolidado com desvio; paralisia cerebral (p. 502)

Consequência prática. Na instabilidade adaptativa, o alvo é a causa, não os ligamentos do carpo, que estão íntegros. Por isso o Green remete o tratamento aos capítulos de rádio distal e de paralisia cerebral (cap. 13, p. 502), e lembra que o desalinhamento costuma regredir quando a causa é tratada prontamente (p. 502).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 82 da SBCM 2024, que perguntou que tipo de instabilidade do carpo surge na paralisia cerebral. Duas alternativas são dissociativas, uma é complexa e só uma tem a causa fora do carpo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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