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Questão de Instabilidade do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024)

Mão e punhoInstabilidade do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada na prova da SBCM 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SBCM. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Nas lesões parciais do ligamento escafossemilunar (estágio 1 de Garcia-Elias), o treino de propriocepção dos supinadores do carpo só está indicado em quais tipos da classificação artroscópica da European Wrist Arthroscopy Society (EWAS)?

  1. I e II
  2. IIIB e IIIC
  3. II e IIIA
  4. IV
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Gabarito: C · II e IIIA

Conceito-chave

O estágio 1 de Garcia-Elias. O Green estadia a instabilidade escafolunar em sete estágios (Tabela 13.4) e chama o estágio 1 de ruptura parcial do ligamento escafolunar (cap. 13, p. 512 e 513). Nessa fase não há desalinhamento nem alargamento do espaço escafolunar nas radiografias simples ou de estresse; o diagnóstico é artroscópico. O cenário mais frequente é a ruptura das porções palmar e membranosa com as fibras dorsais preservadas (p. 512). Os autores concordam com a classificação da European Wrist Arthroscopy Society (EWAS), que acrescenta ao Geissler a localização da ruptura (p. 512).

A tabela EWAS. Ela descreve o que se vê e o que a sonda faz na articulação escafolunar vista pelo portal mediocarpal radial (Green, Tabela 13.5, p. 513).

EWAS (Tabela 13.5, p. 513)LesãoTeste artroscópico
IAlongamentoSonda não passa
IIRuptura da membrana proximalPonta da sonda passa, sem alargar
IIIAII + ruptura do ligamento volarAlarga a parte volar (frouxidão anterior)
IIIBII + ruptura do ligamento dorsalAlarga a parte dorsal (frouxidão posterior)
IIICII + ruptura volar e dorsalAlargamento global, redutível ao tirar a sonda
IVIIIC + diástase, sem desalinhamentoArtroscópio passa da mediocarpal à radiocarpal
Último (V)IV + desalinhamento do carpoAmplo afastamento com alterações radiográficas

O mecanismo da propriocepção. O Green trata os músculos como poderosos estabilizadores do carpo: a ativação dos supinadores da fileira distal, extensor radial longo do carpo, flexor ulnar do carpo e abdutor longo do polegar, ajuda a explicar por que muitas lesões escafolunares dinâmicas ficam muito tempo sem sintomas (cap. 13, p. 513). Se a porção dorsal do ligamento (dSLIL) está intacta, até o flexor radial do carpo funciona como estabilizador dinâmico do escafoide; se ela está rompida, o mesmo músculo empurra o escafoide em translação dorsal (p. 513). Daí a regra: "exercícios proprioceptivos dos músculos supinadores intracarpais são recomendados apenas em lesões parciais EWAS II e IIIA, onde o dSLIL está intacto" (p. 514). E, no estágio 2 de Garcia-Elias, a reeducação isolada já não basta, porque sem o dSLIL a supinação da fileira distal cria um vetor dorsal que subluxa o polo proximal do escafoide (p. 514).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 46 da SBCM 2024, que perguntou em quais tipos EWAS o treino proprioceptivo dos supinadores do carpo está indicado nas lesões parciais. A resposta depende de saber em quais estágios a porção dorsal do ligamento continua inteira.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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