Nas lesões parciais do ligamento escafossemilunar (estágio 1 de Garcia-Elias), o treino de propriocepção dos supinadores do carpo só está indicado em quais tipos da classificação artroscópica da European Wrist Arthroscopy Society (EWAS)?
- I e II
- IIIB e IIIC
- II e IIIA
- IV
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Conceito-chave
O estágio 1 de Garcia-Elias. O Green estadia a instabilidade escafolunar em sete estágios (Tabela 13.4) e chama o estágio 1 de ruptura parcial do ligamento escafolunar (cap. 13, p. 512 e 513). Nessa fase não há desalinhamento nem alargamento do espaço escafolunar nas radiografias simples ou de estresse; o diagnóstico é artroscópico. O cenário mais frequente é a ruptura das porções palmar e membranosa com as fibras dorsais preservadas (p. 512). Os autores concordam com a classificação da European Wrist Arthroscopy Society (EWAS), que acrescenta ao Geissler a localização da ruptura (p. 512).
A tabela EWAS. Ela descreve o que se vê e o que a sonda faz na articulação escafolunar vista pelo portal mediocarpal radial (Green, Tabela 13.5, p. 513).
| EWAS (Tabela 13.5, p. 513) | Lesão | Teste artroscópico |
|---|---|---|
| I | Alongamento | Sonda não passa |
| II | Ruptura da membrana proximal | Ponta da sonda passa, sem alargar |
| IIIA | II + ruptura do ligamento volar | Alarga a parte volar (frouxidão anterior) |
| IIIB | II + ruptura do ligamento dorsal | Alarga a parte dorsal (frouxidão posterior) |
| IIIC | II + ruptura volar e dorsal | Alargamento global, redutível ao tirar a sonda |
| IV | IIIC + diástase, sem desalinhamento | Artroscópio passa da mediocarpal à radiocarpal |
| Último (V) | IV + desalinhamento do carpo | Amplo afastamento com alterações radiográficas |
O mecanismo da propriocepção. O Green trata os músculos como poderosos estabilizadores do carpo: a ativação dos supinadores da fileira distal, extensor radial longo do carpo, flexor ulnar do carpo e abdutor longo do polegar, ajuda a explicar por que muitas lesões escafolunares dinâmicas ficam muito tempo sem sintomas (cap. 13, p. 513). Se a porção dorsal do ligamento (dSLIL) está intacta, até o flexor radial do carpo funciona como estabilizador dinâmico do escafoide; se ela está rompida, o mesmo músculo empurra o escafoide em translação dorsal (p. 513). Daí a regra: "exercícios proprioceptivos dos músculos supinadores intracarpais são recomendados apenas em lesões parciais EWAS II e IIIA, onde o dSLIL está intacto" (p. 514). E, no estágio 2 de Garcia-Elias, a reeducação isolada já não basta, porque sem o dSLIL a supinação da fileira distal cria um vetor dorsal que subluxa o polo proximal do escafoide (p. 514).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 46 da SBCM 2024, que perguntou em quais tipos EWAS o treino proprioceptivo dos supinadores do carpo está indicado nas lesões parciais. A resposta depende de saber em quais estágios a porção dorsal do ligamento continua inteira.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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