Na correção em etapas da botoeira crônica pela técnica de Curtis, qual estrutura é seccionada no estágio II?
- Ligamento retinacular oblíquo
- Ligamento retinacular transverso
- Ligamento triangular
- Tendão extensor terminal
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Conceito-chave
A botoeira crônica e por que corrigir em etapas. Na botoeira, a banda central rompe, as bandas laterais escorregam para volar do eixo da interfalângica proximal (IFP) e passam a fletir a IFP e a hiperestender a distal (IFD). Com o tempo, o ligamento retinacular transverso, que fica ao lado da IFP, se contrai e prende as bandas laterais na posição volar. A correção precisa soltar essas amarras na ordem certa, parando assim que a extensão volta, para não criar o problema oposto.
A técnica de Curtis. O Green a prefere e explica: são três estágios, todos feitos com o paciente acordado e anestesia local, o que permite testar a extensão ativa a cada passo, e todos exigem movimento passivo total da IFP antes da cirurgia (cap. 5, p. 202). As etapas, na letra do livro (p. 202):
| Estágio de Curtis | O que se faz | Quando parar |
|---|---|---|
| I | Liberar os ligamentos retinaculares transversos (sonda por baixo) e tenólise do extensor | Se a extensão ativa completa voltar (raro) |
| II | "Os ligamentos retinaculares transversos são seccionados, permitindo que as bandas laterais balancem dorsalmente" | Se a extensão total for alcançada (30% a 40% dos casos) |
| III | Atraso de 20 graus ou menos: tenotomia de Fowler distal | Se a extensão ficar completa |
| IV | Atraso maior que 20 graus depois do II | Reconstrução da banda central (38%) |
A lógica de cada passo. O estágio I só solta o retinacular transverso por baixo, sem cortá-lo; o II corta, e as bandas laterais podem subir para dorsal do eixo da IFP, onde voltam a estender. Se ainda sobra um pequeno atraso, a tenotomia de Fowler, distal ao ligamento triangular, rebalanceia o mecanismo; Curtis recomendava um alongamento escalonado das bandas laterais para não criar um martelo (Green, cap. 5, p. 202). Atraso grande depois do II vai direto para a reconstrução da banda central.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 78 da SBCM 2024, que perguntou o que se secciona no estágio II da técnica de Curtis.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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