Qual é a sequência clássica do reimplante de um dedo?
- Fixação óssea, tenorrafia do extensor e depois do flexor, reparo da artéria, sutura do nervo digital e reparo da veia
- Fixação óssea, tenorrafia do extensor e depois do flexor, sutura do nervo digital, reparo da artéria e reparo da veia
- Fixação óssea, tenorrafia do extensor e depois do flexor, reparo da veia, reparo da artéria e sutura do nervo digital
- Fixação óssea, tenorrafia do flexor e depois do extensor, sutura do nervo digital, reparo da artéria e reparo da veia
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Conceito-chave
A lógica da sequência. O reimplante segue uma regra de bom senso que o Green explica: as estruturas que exigem microscópio são reparadas por último, "para que os reparos delicados não sejam danificados pelos reparos mais rompidos do tendão ou do osso" (cap. 42, p. 1657). Primeiro a estabilidade, que é o osso; depois os tendões, que dão força e alinhamento; por fim os vasos e os nervos, que não podem sofrer tração nem manipulação depois de suturados.
A sequência clássica. A ordem tradicional, a que as provas cobram, é: osso, extensor, flexor, artéria, nervo e veia. O resumo do capítulo 42 enviado com as provas a registra exatamente assim, com a marca de que caiu no SIMÃO 2023, 2020 e 2014 e na SBCM 2007. A artéria vem logo depois dos tendões para devolver a perfusão o quanto antes; os nervos e as veias vêm a seguir.
O que o Green faz no seu centro. Aqui vale a honestidade: o livro reconhece que "Há muitas variações relatadas na sequência das estruturas reparadas no reimplante digital" (cap. 42, p. 1657) e descreve a sua. Sob torniquete: fixação óssea, extensor, flexor, nervos digitais ao microscópio e veias dorsais se houver tempo; depois de soltar o torniquete: as veias que faltaram, as artérias ao microscópio e o fechamento frouxo da pele (p. 1657). Alguns cirurgiões ainda preferem reparar primeiro todas as estruturas dorsais, tendão extensor e veias, e depois as palmares (p. 1657). O ponto comum de todas as variações é o mesmo: osso e tendões antes do microscópio.
Vários dedos. Em reimplantes múltiplos, o reparo é feito estrutura por estrutura, e não dedo por dedo: primeiro o osso de todos os dedos, depois os tendões de todos, e assim por diante (Green, cap. 42, p. 1657 e 1661). Isso aproveita melhor o tempo de torniquete e o microscópio. No membro com muita massa muscular, a prioridade muda: restaurar o fluxo arterial o mais rápido possível, às vezes com shunt, antes da fixação definitiva (p. 1657).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 73 do SIMÃO 2023, que perguntou a sequência clássica do reimplante de dedo. A mesma pergunta volta com as quatro sequências reescritas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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