Na síndrome de dor complexa regional, como se estabelece o diagnóstico?
- Pela clínica, com radiografias simples e ressonância magnética
- Pela clínica
- Pela clínica, com eletroneuromiografia
- Pela clínica, com cintilografia óssea
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Conceito-chave
O que é. A síndrome de dor complexa regional (SDRC) é a dor regional desproporcional ao estímulo, combinada com disfunção autonômica, alterações tróficas e prejuízo funcional que atingem estruturas musculoesqueléticas, neurais e vasculares (Green, cap. 53, p. 2005). O tipo 1, antiga distrofia simpática reflexa, não tem lesão nervosa identificável; o tipo 2, antiga causalgia, tem (p. 2005).
O diagnóstico é clínico. O Green diz com todas as letras: "O diagnóstico de SDRC é um diagnóstico clínico baseado na história e exame físico juntamente com testes diagnósticos; depende da experiência e julgamento clínico do médico" (cap. 53, p. 2005). E completa que critérios como os de Budapeste "fornecem um processo valioso, mas não infalível, para apoiar o diagnóstico" (p. 2005). Não existe exame que confirme ou exclua a SDRC: as tentativas de achar um marcador patognomônico continuam (p. 2005).
Os critérios de Budapeste. Eles organizam a clínica em quatro grupos: sensitivo (hiperalgesia, alodinia), vasomotor (temperatura, cor), sudomotor e edema, e motor e trófico (rigidez, fraqueza, alterações de pele, unhas e pelos). Exige-se dor contínua desproporcional, sintomas em pelo menos três grupos, sinais em pelo menos dois e a ausência de outro diagnóstico que explique o quadro (Green, cap. 53, Quadro 53.3, p. 2007). Foram adotados por manter a sensibilidade dos critérios antigos da IASP e aumentar a especificidade (p. 2005).
E os exames? Eles têm papel de apoio e de exclusão. A radiografia simples pode mostrar osteopenia regional; a cintilografia óssea trifásica foi muito usada e pode mostrar captação periarticular aumentada; enquanto os estudos de condução nervosa servem para confirmar uma neuropatia compressiva que esteja contribuindo para a dor, um dos diagnósticos neurais mais comuns associados à SDRC (p. 2027). A radiografia e a cintilografia aparecem no capítulo na p. 2013. Nenhum deles é necessário para o diagnóstico, e um exame normal não exclui a síndrome.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 92 do SIMÃO 2023, que perguntou como se faz o diagnóstico da SDRC. A mesma pergunta volta com as opções em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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