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Questão de Outras malformações congênitas (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoOutras malformações congênitasOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Qual é a forma mais frequente da luxação congênita da cabeça radial?

  1. Bilateral, com luxação posterior
  2. Unilateral, com luxação posterior
  3. Bilateral, com luxação anterior
  4. Unilateral, com luxação anterior
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Gabarito: C · Bilateral, com luxação anterior

Conceito-chave

A anomalia congênita mais comum do cotovelo. O Green abre a seção assim: a luxação congênita da cabeça do rádio "é a anomalia congênita mais comum do cotovelo e geralmente é bilateral" (cap. 38, p. 1513). Pode ser esporádica ou familiar, e a causa não é conhecida; uma revisão recente apontou cinco vias possíveis, entre elas alterações do colágeno, da ossificação endocondral, do crescimento diferencial de rádio e ulna e da expressão de HOX-D (p. 1513).

Congênita ou traumática? A pergunta clínica real é essa, porque uma Monteggia antiga pode se parecer com uma luxação congênita. A Tabela 38.5 do Green dá as pistas (cap. 38, p. 1515):

CaracterísticaCongênitaTraumática
TraumaÀs vezesSempre
Cabeça do rádioEm cúpula, sem concavidade (anterior) ou alongada e estreita (posterior)Forma normal, com concavidade
BilateralComumRara
UlnaEncurtada; arco palmar (anterior) ou dorsal (posterior)Normal
CapítuloHipoplásico ou ausenteNormal

E a direção? Aqui é preciso ser honesto sobre a fonte. O Green diz que a cabeça radial se desloca mais comumente em direção anterior ou posterior e que a luxação lateral é menos comum (cap. 38, p. 1515), sem eleger uma das duas. Quem desempata é o resumo do capítulo 38 enviado com as provas, que registra a luxação anterior como a mais comum, em 47%, com a anotação de que o dado já caiu no SIMÃO em mais de um ano. Na prova, portanto: bilateral, pelo Green; anterior, pela literatura que a banca usa.

O exame muda com a direção. A cabeça luxada para anterior é palpável logo distal à fossa cubital e tende a limitar a flexão; a posterior é palpável lateralmente ao capítulo e costuma impedir os últimos 30 graus de extensão (Green, cap. 38, p. 1513). Na radiografia, a ulna se curva em extensão nas luxações anteriores e em flexão nas posteriores. A limitação raramente causa prejuízo funcional importante; a excisão da cabeça fica reservada para quem tem dor substancial no cotovelo e, sempre que possível, para depois da maturidade esquelética, porque um quarto dos operados desenvolveu dor no punho (p. 1514).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 40 do SIMÃO 2023, que perguntou a forma de maior incidência da luxação congênita da cabeça do rádio quanto ao lado e à direção. A mesma pergunta volta com as quatro combinações em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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