Quanto à epidemiologia da polidactilia central, qual afirmação é a correta?
- Associa-se à sindactilia na maioria dos casos, entre 70% e 90%
- No Ocidente, é mais frequente que a polidactilia ulnar
- É bilateral em uma minoria dos casos, cerca de 10%
- Não tem herança familiar; os casos são esporádicos
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Conceito-chave
Um parágrafo só, muitos números. A epidemiologia da polidactilia central cabe num parágrafo do Green, e a banca gosta dele porque cada frase vira uma alternativa. O dedo mais envolvido é o anular, seguido pelo médio e pelo indicador (cap. 36, p. 1387). No hemisfério ocidental, ela "é 30% menos frequente que a polidactilia ulnar, e aproximadamente 50% dos pacientes apresentam herança autossômica dominante"; além disso, "70% dos casos são bilaterais" (p. 1387). Relatos japoneses mostram o contrário na frequência: lá ela é 30% mais frequente que a ulnar e ocorre sem história familiar (p. 1387).
A associação que explica a clínica. "Entre 70% e 90% das polidactilias centrais estão associadas à sindactilia", e elas também podem se associar à mão fendida (Green, cap. 36, p. 1387). Isso não é coincidência. As três condições envolvem algum grau de dano à crista ectodérmica apical central, a estrutura que comanda a formação dos raios, e por isso há quem as agrupe como "indução anormal dos raios dos dedos" (p. 1387). A consequência prática é que o dedo extra raramente fica à vista: ele costuma estar dentro de uma sindactilia, a sinpolidactilia.
A sinpolidactilia do anular. O Green destaca que a sinpolidactilia do dedo anular tem um padrão uniforme de herança familiar, ligado a uma mutação do gene HOXD13 (cap. 36, p. 1387). É a forma clássica: duplicação do anular escondida numa sindactilia da quarta comissura, bilateral e passada de geração em geração.
| Dado | Valor no Green (p. 1387) |
|---|---|
| Dedo mais envolvido | Anular, depois médio e indicador |
| Associação com sindactilia | 70% a 90% |
| Bilateralidade | 70% |
| Frequência no Ocidente | 30% menor que a ulnar |
| Herança | Cerca de 50% autossômica dominante (Ocidente) |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 62 do SIMÃO 2023, que cobrou a epidemiologia da polidactilia central pela ordem dos dedos. Como essa mesma ordem já tinha sido cobrada na questão 23 da prova, aqui a epidemiologia volta por outro dado do mesmo parágrafo do Green.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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