Nas lesões traumáticas do plexo braquial, quando devem ser feitos os estudos eletrodiagnósticos?
- Logo que possível após a lesão
- Entre 1 e 2 semanas da lesão
- Entre 5 e 6 semanas da lesão
- Entre 3 e 4 semanas da lesão
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Conceito-chave
Para que serve o eletrodiagnóstico no plexo. Os estudos eletrodiagnósticos são parte integral da avaliação: confirmam o diagnóstico, localizam e caracterizam a lesão (parcial ou completa) e buscam sinais subclínicos de recuperação; devem incluir eletromiografia e estudos de condução nervosa (Green, cap. 34, p. 1310).
O momento do primeiro exame. O exame inicial deve ser feito 3 a 4 semanas depois da lesão traumática, quando a degeneração walleriana já ocorreu, para que o estudo reflita o grau da lesão (Green, cap. 34, p. 1310). Antes disso, o segmento distal de um nervo seccionado ainda conduz, e o exame pode subestimar a lesão. Sempre que possível, repete-se o estudo 6 a 12 semanas depois do inicial para avaliar recuperação (p. 1310).
O que o exame mostra. Na eletromiografia, potenciais de fibrilação em repouso e ausência de potenciais com esforço voluntário indicam desnervação; com o tempo, potenciais nascentes de baixa amplitude e polifásicos sugerem reinervação (Green, cap. 34, p. 1310). Romboides, serrátil e paravertebrais alterados sugerem lesão muito proximal ou pré-ganglionar. Na condução sensitiva, a regra de ouro: na lesão pré-ganglionar, o gânglio da raiz dorsal fica intacto e o axônio sensitivo não degenera, então o potencial sensitivo (SNAP) está preservado apesar da anestesia; SNAP presente com anestesia no dermátomo é patognomônico de avulsão. Na pós-ganglionar, o SNAP se perde (p. 1310).
O mesmo raciocínio na imagem. A mielografia ou a mielotomografia também é feita pelo menos 3 a 4 semanas depois da lesão, para que um coágulo na área da avulsão se dissolva e a pseudomeningocele se forme e apareça no exame (Green, cap. 34, p. 1309).
| Exame | Quando | Por quê |
|---|---|---|
| ENMG inicial | 3 a 4 semanas | Degeneração walleriana já ocorreu |
| ENMG de controle | 6 a 12 semanas depois | Avaliar reinervação |
| Mielografia ou mielotomografia | Pelo menos 3 a 4 semanas | Coágulo se dissolve, pseudomeningocele aparece |
Na letra do livro. O motivo vem na mesma frase do Green (cap. 34, p. 1310): o exame inicial "deve ser feito 3 a 4 semanas após a lesão traumática, quando a degeneração Walleriana ocorreu, para garantir que o estudo eletrodiagnóstico reflita o grau" da lesão. Antes disso, o coto distal ainda conduz e o exame engana.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 80 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou quando os estudos eletrodiagnósticos devem ser feitos na lesão traumática do plexo. O fato volta com as opções em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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