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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Nas lesões traumáticas do plexo braquial, quando devem ser feitos os estudos eletrodiagnósticos?

  1. Logo que possível após a lesão
  2. Entre 1 e 2 semanas da lesão
  3. Entre 5 e 6 semanas da lesão
  4. Entre 3 e 4 semanas da lesão
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Gabarito: D · Entre 3 e 4 semanas da lesão

Conceito-chave

Para que serve o eletrodiagnóstico no plexo. Os estudos eletrodiagnósticos são parte integral da avaliação: confirmam o diagnóstico, localizam e caracterizam a lesão (parcial ou completa) e buscam sinais subclínicos de recuperação; devem incluir eletromiografia e estudos de condução nervosa (Green, cap. 34, p. 1310).

O momento do primeiro exame. O exame inicial deve ser feito 3 a 4 semanas depois da lesão traumática, quando a degeneração walleriana já ocorreu, para que o estudo reflita o grau da lesão (Green, cap. 34, p. 1310). Antes disso, o segmento distal de um nervo seccionado ainda conduz, e o exame pode subestimar a lesão. Sempre que possível, repete-se o estudo 6 a 12 semanas depois do inicial para avaliar recuperação (p. 1310).

O que o exame mostra. Na eletromiografia, potenciais de fibrilação em repouso e ausência de potenciais com esforço voluntário indicam desnervação; com o tempo, potenciais nascentes de baixa amplitude e polifásicos sugerem reinervação (Green, cap. 34, p. 1310). Romboides, serrátil e paravertebrais alterados sugerem lesão muito proximal ou pré-ganglionar. Na condução sensitiva, a regra de ouro: na lesão pré-ganglionar, o gânglio da raiz dorsal fica intacto e o axônio sensitivo não degenera, então o potencial sensitivo (SNAP) está preservado apesar da anestesia; SNAP presente com anestesia no dermátomo é patognomônico de avulsão. Na pós-ganglionar, o SNAP se perde (p. 1310).

O mesmo raciocínio na imagem. A mielografia ou a mielotomografia também é feita pelo menos 3 a 4 semanas depois da lesão, para que um coágulo na área da avulsão se dissolva e a pseudomeningocele se forme e apareça no exame (Green, cap. 34, p. 1309).

ExameQuandoPor quê
ENMG inicial3 a 4 semanasDegeneração walleriana já ocorreu
ENMG de controle6 a 12 semanas depoisAvaliar reinervação
Mielografia ou mielotomografiaPelo menos 3 a 4 semanasCoágulo se dissolve, pseudomeningocele aparece

Na letra do livro. O motivo vem na mesma frase do Green (cap. 34, p. 1310): o exame inicial "deve ser feito 3 a 4 semanas após a lesão traumática, quando a degeneração Walleriana ocorreu, para garantir que o estudo eletrodiagnóstico reflita o grau" da lesão. Antes disso, o coto distal ainda conduz e o exame engana.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 80 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou quando os estudos eletrodiagnósticos devem ser feitos na lesão traumática do plexo. O fato volta com as opções em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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