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Questão de Transferências tendinosas e paralisias (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoTransferências tendinosas e paralisiasOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na paralisia radial, BURKHALTER propôs uma transferência como tala interna (internal splint), feita junto com o reparo do nervo ou o quanto antes. Qual é ela?

  1. Flexor ulnar do carpo para o extensor comum dos dedos
  2. Palmar longo para o extensor longo do polegar
  3. Pronador redondo para o extensor radial longo do carpo
  4. Pronador redondo para o extensor radial curto do carpo
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Gabarito: D · Pronador redondo para o extensor radial curto do carpo

Conceito-chave

A ideia da tala interna. Burkhalter acreditava que a maior perda funcional depois da lesão do nervo radial é a fraqueza da preensão causada pela perda da extensão do punho. Por isso, defendeu a transferência precoce do pronador redondo para o extensor radial curto do carpo, que dispensa a tala externa e melhora muito a preensão e a função da mão; sugeriu fazê-la junto com o reparo do nervo ou o mais cedo possível depois (Green, cap. 31, p. 1228).

A sutura término-lateral. A junção é feita de forma término-lateral, para que o extensor radial curto do carpo permaneça em continuidade e possa funcionar sozinho como extensor do punho se a reinervação acontecer (Green, cap. 31, p. 1228). É o que faz a transferência ser uma "tala interna": ela segura o punho enquanto o nervo regenera, sem queimar o músculo original.

Por que o curto, e não o longo. O pronador redondo é a peça universal das transferências da paralisia radial: a única parte das transferências de Jones universalmente aceita é o seu uso para a extensão ativa do punho, e os três conjuntos atuais o usam (Green, cap. 31, p. 1228 e 1229). No conjunto "padrão", ele vai para o extensor radial curto do carpo (p. 1228), e na técnica o pronador é passado ao redor da borda radial do antebraço e inserido no curto logo distal à junção musculotendínea (p. 1229).

A opinião do autor do capítulo. O autor atual não tem experiência com a transferência precoce e seria cauteloso, reservando-a para casos com pouca esperança de recuperação útil do nervo, tecidos em equilíbrio e paciente motivado (Green, cap. 31, p. 1228). Se um bom reparo do nervo é obtido, a maioria espera pelo menos 5 a 6 meses antes de transferir (p. 1228).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 83 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou qual transferência Burkhalter sugeriu como "internal splint" na paralisia radial. O fato volta com as opções reescritas e em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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