Na paralisia ulnar, a técnica de VOCHE e MERLE para a abdução persistente do dedo mínimo utiliza:
- Uma tira do extensor próprio do dedo mínimo
- Uma tira do extensor do dedo anular
- Uma tira do extensor do dedo médio
- Uma tira do extensor curto do dedo mínimo
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Conceito-chave
O sinal que incomoda: o mínimo que não fecha. Na paralisia ulnar, o dedo mínimo pode ficar persistentemente abduzido, sem conseguir encostar no anular com os dedos estendidos (o sinal de Wartenberg, descrito no resumo de neuropatias como incapacidade de aduzir o quinto dedo sobre o quarto). O Green descreve duas técnicas para corrigir essa abdução persistente (cap. 31, p. 1223 e 1224).
VOCHE e MERLE: a tira do extensor do anular. Uma tira de 3 a 4 cm, de base proximal, é criada a partir do terço central do tendão extensor do dedo ANULAR, logo proximal à MCF. As porções ulnar e radial do extensor do anular são então suturadas entre si, e a tira central é passada palmar ao ligamento metacarpal transverso profundo e suturada à inserção do ligamento colateral radial da MCF na falange proximal do mínimo, ou ao lado radial do capuz extensor desse dedo (Green, cap. 31, p. 1223). A tira precisa ter comprimento suficiente, porque uma tira curta afrouxa o mecanismo extensor do anular; a tensão é ajustada para que o mínimo não abduza com os dedos estendidos e tenha 20 graus a menos de flexão que o anular com as MCF fletidas (p. 1223).
A alternativa: a metade ulnar do extensor do mínimo. Outra técnica transfere a metade ulnar do extensor do dedo mínimo, passada palmar e profundamente ao ligamento metacarpal transverso e suturada à fixação falangeana do colateral radial da MCF do mínimo; se o dedo estiver também em garra e abduzido, insere-se na polia A1 ou A2 (Green, cap. 31, Fig. 31.27, p. 1224). É a técnica do extensor próprio, diferente da de Voche e Merle.
| Técnica | Tendão doador | Onde se fixa |
|---|---|---|
| VOCHE e MERLE | Terço central do extensor do anular | Colateral radial da MCF do mínimo |
| Transferência do EDM | Metade ulnar do extensor do mínimo | Colateral radial da MCF (ou polia, se em garra) |
Na letra do livro. O Green descreve a técnica passo a passo (cap. 31, p. 1223): "Uma tira de tendão de 3 a 4 cm de base proximal é criada a partir do terço central do tendão extensor do dedo anular imediatamente proximal à articulação MCF usando o procedimento de Voche e Merle." Em seguida, as bordas que sobram do extensor do anular são suturadas, e a tira passa palmar ao ligamento intermetacarpal transverso profundo até o colateral radial da MCF do mínimo. Repare que o tendão doador é do anular, vizinho do mínimo, e por isso nenhum extensor do próprio mínimo é sacrificado.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 59 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou de qual tendão é a fita usada na técnica de Voche e Merle. O fato volta com as opções reescritas e em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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