Quanto à mão reumatoide, qual afirmação é a correta?
- As interfalângicas distais são menos acometidas que as proximais
- VAUGHAN-JACKSON descreveu a ruptura de flexores sobre osteófitos do escafoide
- Na lesão de MANNERFELT, o tendão mais rompido é o extensor longo do polegar
- A cabeça do capitato é acometida precocemente por sua posição central no carpo
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Conceito-chave
O padrão articular da artrite reumatoide. A Tabela 55.1 compara as artropatias inflamatórias: a artrite reumatoide (AR) é simétrica e poliarticular, acomete intensamente o punho e as metacarpofalângicas (MCF) e acomete as interfalângicas proximais (IFP); as interfalângicas distais (IFD) não aparecem como alvo da AR, ao contrário da psoríase, da gota e da osteoartrite, que acometem bastante as IFD (Green, cap. 55, p. 2044). Por isso a IFD é relativamente poupada na AR, e um acometimento distal importante deve fazer pensar em outra doença.
As rupturas tendíneas com nome. VAUGHAN-JACKSON chamou a atenção, em 1948, para as rupturas espontâneas dos tendões extensores no nível da articulação radioulnar distal (Green, cap. 55, p. 2057); as rupturas ocorrem por tenossinovite e por atrito sobre a ulna distal erodida (p. 2061). MANNERFELT descreveu a ruptura de flexores contra pontas ósseas criadas pela doença articular e pela sinovite, no lado volar do punho; o flexor profundo do indicador, e menos frequentemente do médio, também está em risco nesse local (p. 2061), e o flexor longo do polegar é geralmente o primeiro tendão em risco de ruptura por esporões ósseos ou tenossinovite (p. 2050). Esporões no canto radial do escafoide são frequentemente encontrados no canal do carpo (p. 2050).
| Epônimo | Tendões | Onde se desgastam |
|---|---|---|
| VAUGHAN-JACKSON | Extensores | Sobre a ulna distal (ARUD) |
| MANNERFELT | Flexores, sobretudo o flexor longo do polegar | Esporões volares do punho (escafoide) |
O punho reumatoide: por onde começa. A erosão óssea surge pela expansão sinovial nos locais de penetração vascular no osso, como a origem radial do ligamento de Testut; o escafolunar começa a se dissociar, e o carpo tende à supinação, à translação ulnar e ao colapso (Green, cap. 55, p. 2052). Só nos estágios posteriores o capitato tende a se fletir dorsalmente pela instabilidade mediocárpica (p. 2052). O acometimento inicial, portanto, é periférico e ligamentar, não do centro do carpo.
O que o livro diz, palavra por palavra. Duas alternativas erradas caem com uma frase do Green sobre o tendão que se rompe no escafoide (cap. 55, p. 2061): o flexor longo do polegar é "mais vulnerável ao desgaste ou ruptura por atrito ao cruzar a articulação escafotrapecial", e "isso foi referido como a lesão de Mannerfelt". Ou seja, Mannerfelt é flexor, e não extensor longo do polegar; e a ruptura de flexores sobre esporões do escafoide é Mannerfelt, não Vaughan-Jackson, que é a ruptura dos extensores sobre a ulna distal.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 100 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou a mão reumatoide em afirmativas com Vaughan-Jackson, Mannerfelt, padrão articular e capitato. O conjunto volta reescrito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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