Na artrite reumatoide, para o paciente com quadro leve de túnel do carpo e sem tenossinovite, qual tratamento é recomendado?
- Cirurgia aberta
- Cirurgia endoscópica
- Infiltração de corticoide
- Órtese e terapia ocupacional
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Conceito-chave
Túnel do carpo na artrite reumatoide. Uma metanálise mostrou risco cerca de duas vezes maior de síndrome do túnel do carpo (STC) na artrite reumatoide (AR), risco semelhante ao da artrose e da gota do punho (Green, cap. 55, p. 2050). Na AR, a STC costuma ser causada por tenossinovite dos flexores ou por desalinhamento dos ossos do carpo no punho instável. O diagnóstico segue os mesmos princípios da STC idiopática; ultrassom é recomendado pela possibilidade de desgaste tendíneo, e o flexor longo do polegar é geralmente o primeiro tendão em risco de ruptura (p. 2050).
A classificação de SHINODA. Shinoda e colaboradores graduaram a STC na AR em três grupos pelos sinais clínicos, com subgrupos pela ausência (a) ou presença (b) de tenossinovite, e propuseram o tratamento correspondente (Green, cap. 55, Tabela 55.4, p. 2050):
| Grupo | Sinais clínicos | Tenossinovite | Tratamento |
|---|---|---|---|
| 1a | Leves | Não | Órtese, terapia ocupacional |
| 1b | Leves | Sim | Órtese, terapia ocupacional, corticoide local |
| 2a | Claros | Não | Liberação endoscópica ou miniaberta |
| 2b | Claros | Sim | Liberação aberta |
| 3a | Graves | Não | Liberação endoscópica ou miniaberta |
| 3b | Graves | Sim | Liberação aberta |
A lógica da tabela. Sinais leves sem tenossinovite (1a) são tratados de forma conservadora, principalmente com imobilização, com ou sem terapia ocupacional; a injeção de esteroide é recomendada quando, com o mesmo quadro clínico, há tenossinovite (1b). Com sinais claros e sinovite leve (2a), libera-se o túnel; com doença avançada e tenossinovite evidente (2b, 3a e 3b), faz-se liberação aberta com tenossinovectomia (Green, cap. 55, p. 2050). Na prática, a maioria dos pacientes com AR e STC chega com doença mais avançada, e a liberação aberta permite inspecionar tendões e o assoalho do canal, onde esporões ósseos, principalmente no canto radial do escafoide, podem desgastar os tendões (p. 2050).
O que o livro diz, palavra por palavra. Ao comentar a classificação de Shinoda, o Green diz (cap. 55, p. 2050): "Os pacientes do grupo 1a, com sinais clínicos leves e tenossinovite mínima, são candidatos ao tratamento conservador." E completa que isso consiste "principalmente em imobilização com ou sem terapia ocupacional". Na tabela do mesmo trecho, a linha do grupo 1a traz, no original em inglês que a tradução preservou, "Splinting, OT": órtese e terapia ocupacional.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 12 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou o tratamento da STC leve sem tenossinovite na AR. O fato volta com as opções em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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