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Questão de Rizartrose e artrose da mão (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoRizartrose e artrose da mãoOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na rizartrose em estágio avançado, como o polegar costuma se apresentar?

  1. Contratura em adução com hiperflexão da metacarpofalângica
  2. Contratura em adução com hiperextensão da metacarpofalângica
  3. Déficit de adução com hiperextensão da metacarpofalângica
  4. Déficit de adução com hiperflexão da metacarpofalângica
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Gabarito: B · Contratura em adução com hiperextensão da metacarpofalângica

Conceito-chave

Uma articulação instável por natureza. A carpometacárpica (CMC) do polegar é uma sela recíproca bicôncava com pouca estabilidade intrínseca, sustentada por 16 ligamentos; o estabilizador primário é o oblíquo anterior profundo, o ligamento em "bico", do tubérculo volar do trapézio à face volar ulnar do primeiro metacarpo (Green, cap. 11, p. 423). Na pinça, as forças compressivas podem passar de 12 vezes a carga aplicada e se aproximar de 20 vezes na preensão máxima, com cisalhamento maior na metade volar da articulação (p. 423).

Como nasce a deformidade. Com a degeneração e a dor, o metacarpo do polegar vai sendo mantido junto à palma: a primeira comissura se fecha e o polegar fica em adução. Para conseguir abrir a mão e fazer a pinça com um metacarpo aduzido, a metacarpofalângica (MCF) compensa estendendo além do normal. O Green descreve: pacientes com osteoartrite mais avançada geralmente apresentam contratura em adução do polegar e deformidade compensatória em hiperextensão da MCF; o exame da MCF mostrará frouxidão em hiperextensão (cap. 11, p. 422).

Por que isso muda a cirurgia. O grau de instabilidade da MCF pode ter implicações no tratamento cirúrgico da CMC artrítica quando a trapeziectomia é indicada (Green, cap. 11, p. 422). Se a hiperextensão não for tratada, ela continua empurrando o metacarpo para adução e sobrecarrega a reconstrução da base. A flexão da MCF, por outro lado, descarrega a porção volar da CMC (p. 423).

O exame. O teste de compressão (grind) aplica carga axial no eixo do polegar e provoca dor e crepitação; o teste de subluxação (alavanca) tenta subluxar a CMC; a força de pinça é comparada com o outro lado; e a associação com síndrome do túnel do carpo chega a cerca de 30% (Green, cap. 11, p. 422 e 423).

O que o livro diz, palavra por palavra. O exame físico descrito no Green começa por essa postura (cap. 11, p. 422): "Pacientes com osteoartrite mais avançada geralmente apresentam uma contratura de adução do polegar e uma deformidade compensatória de hiperextensão da articulação MCF do polegar." A palavra que explica tudo é compensatória: com o primeiro metacarpo preso em adução, o paciente abre a primeira comissura à custa da MCF, que acaba frouxa em hiperextensão.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 6 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou a disposição habitual do polegar na rizartrose avançada, combinando adução e postura da MCF. O fato volta com as combinações em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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