Na rizartrose em estágio avançado, como o polegar costuma se apresentar?
- Contratura em adução com hiperflexão da metacarpofalângica
- Contratura em adução com hiperextensão da metacarpofalângica
- Déficit de adução com hiperextensão da metacarpofalângica
- Déficit de adução com hiperflexão da metacarpofalângica
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Conceito-chave
Uma articulação instável por natureza. A carpometacárpica (CMC) do polegar é uma sela recíproca bicôncava com pouca estabilidade intrínseca, sustentada por 16 ligamentos; o estabilizador primário é o oblíquo anterior profundo, o ligamento em "bico", do tubérculo volar do trapézio à face volar ulnar do primeiro metacarpo (Green, cap. 11, p. 423). Na pinça, as forças compressivas podem passar de 12 vezes a carga aplicada e se aproximar de 20 vezes na preensão máxima, com cisalhamento maior na metade volar da articulação (p. 423).
Como nasce a deformidade. Com a degeneração e a dor, o metacarpo do polegar vai sendo mantido junto à palma: a primeira comissura se fecha e o polegar fica em adução. Para conseguir abrir a mão e fazer a pinça com um metacarpo aduzido, a metacarpofalângica (MCF) compensa estendendo além do normal. O Green descreve: pacientes com osteoartrite mais avançada geralmente apresentam contratura em adução do polegar e deformidade compensatória em hiperextensão da MCF; o exame da MCF mostrará frouxidão em hiperextensão (cap. 11, p. 422).
Por que isso muda a cirurgia. O grau de instabilidade da MCF pode ter implicações no tratamento cirúrgico da CMC artrítica quando a trapeziectomia é indicada (Green, cap. 11, p. 422). Se a hiperextensão não for tratada, ela continua empurrando o metacarpo para adução e sobrecarrega a reconstrução da base. A flexão da MCF, por outro lado, descarrega a porção volar da CMC (p. 423).
O exame. O teste de compressão (grind) aplica carga axial no eixo do polegar e provoca dor e crepitação; o teste de subluxação (alavanca) tenta subluxar a CMC; a força de pinça é comparada com o outro lado; e a associação com síndrome do túnel do carpo chega a cerca de 30% (Green, cap. 11, p. 422 e 423).
O que o livro diz, palavra por palavra. O exame físico descrito no Green começa por essa postura (cap. 11, p. 422): "Pacientes com osteoartrite mais avançada geralmente apresentam uma contratura de adução do polegar e uma deformidade compensatória de hiperextensão da articulação MCF do polegar." A palavra que explica tudo é compensatória: com o primeiro metacarpo preso em adução, o paciente abre a primeira comissura à custa da MCF, que acaba frouxa em hiperextensão.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 6 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou a disposição habitual do polegar na rizartrose avançada, combinando adução e postura da MCF. O fato volta com as combinações em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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