Quanto às instabilidades crônicas da ARUD, qual afirmação é a correta?
- Mesmo com boa redução do rádio distal, um desalinhamento coronal do fragmento articular pode afetar a estabilidade da ARUD
- Na consolidação viciosa, angulação dorsal acima de 20 a 30 graus se associa a instabilidade dorsal da ARUD
- A perda da altura radial é o que mais comumente leva à perda da pronossupinação
- A diferença crônica de comprimento entre rádio e ulna dá sintomas apenas no punho
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um problema comum. A disfunção sintomática da articulação radioulnar distal (ARUD) após lesão do punho, especialmente depois de uma consolidação viciosa do rádio distal, é comum (Green, cap. 14, p. 577). Ela costuma se manifestar como perda de rotação do antebraço, proeminência da cabeça da ulna e dor no lado ulnar, por uma combinação de efeitos da consolidação viciosa nas articulações radiocárpica, ulnocárpica e radioulnar (p. 577).
O que cada deformidade provoca. O Green separa os efeitos (cap. 14, p. 577 e 578):
| Deformidade | Efeito na ARUD |
|---|---|
| Angulação dorsal residual acima de 20 a 30 graus | Mais carga na ulna, incongruência, distorção do TFCC e instabilidade PALMAR |
| Desvio coronal residual do fragmento articular | Pode prejudicar a estabilidade mesmo com boa redução |
| Perda isolada de comprimento radial | Menos associada a perda de rotação ou instabilidade; aumenta a carga ulnar (impactação) |
| Discrepância por lesão proximal (Essex-Lopresti) | Lesão da membrana interóssea; sintomas de todo o eixo do antebraço |
O desvio coronal. Um deslocamento coronal residual ou não corrigido do fragmento articular, mesmo depois da cicatrização de uma fratura bem reduzida, pode influenciar negativamente a estabilidade da ARUD (Green, cap. 14, p. 577). A explicação é mecânica: a translação radial do segmento distal afrouxa o pronador quadrado e o feixe oblíquo distal da membrana interóssea; num estudo em cadáver, 2 mm de desvio radial no plano coronal aumentaram a instabilidade dorsopalmar da ARUD nos espécimes com esse feixe (p. 577).
Divergência com a correção. No original, a banca marcou como certa a afirmação sobre a discrepância crônica de comprimento dos ossos do antebraço. O Green diz que as discrepâncias por deficiência proximal, como na lesão de Essex-Lopresti, associam-se a lesões da membrana interóssea e produzem sintomas de todo o eixo do antebraço (cap. 14, p. 578). Mas a afirmação sobre o desvio coronal também está, quase literalmente, no livro (p. 577), o que deixava duas respostas defensáveis. Nesta versão, a afirmação sobre a discrepância foi escrita de forma claramente falsa, e a correta é a do desvio coronal, sustentada pelo texto.
O que o livro diz, palavra por palavra. A alternativa correta é quase uma transcrição do Green (cap. 14, p. 577): "Um deslocamento coronal residual ou não corrigido do fragmento articular radial após a cicatrização de uma fratura do rádio distal bem reduzida, também pode influenciar negativamente a estabilidade da DRUJ." DRUJ é a sigla em inglês da ARUD. O ponto da frase é o "bem reduzida": o perfil pode estar perfeito e, mesmo assim, um fragmento articular desviado no plano coronal deixa a incisura sigmoide fora do lugar.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 84 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou a instabilidade crônica da ARUD depois da consolidação viciosa em afirmativas sobre angulação dorsal, desvio coronal, comprimento radial e discrepância do antebraço. O conjunto volta reescrito, com uma só resposta pelo Green.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo