Na radiografia em perfil das fraturas do rádio distal, a lágrima (teardrop) representa qual faceta e qual ligamento está ligado a ela, respectivamente?
- Faceta do escafoide e ligamento radiolunar curto
- Faceta do semilunar e ligamento radiolunar curto
- Faceta do escafoide e ligamento radiolunar longo
- Faceta do semilunar e ligamento radiolunar longo
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Conceito-chave
O marco clássico do rádio distal. O marco radiográfico clássico do rádio distal é a "lágrima", que representa a projeção volar da faceta semilunar do rádio distal (Green, cap. 15, p. 604). Na radiografia de perfil, ela aparece como o contorno arredondado da metáfise nos 3 a 4 mm distais, em forma de gota; a parte do rádio que forma a faceta do escafoide é mais plana. Girando levemente o rádio na fluoroscopia, veem-se as duas corticais volares, a arredondada (semilunar) e a plana (escafoide) (p. 604).
Por que ela importa. A faceta semilunar é um suporte mecânico que impede a subluxação do semilunar e, junto com o ligamento radiolunar curto, é importante para a estabilidade nas fraturas cominutivas (Green, cap. 15, p. 604). O radiolunar curto nasce da margem anteromedial do rádio distal e se insere na face palmar e proximal do semilunar, com orientação vertical (cap. 13, p. 491): é a âncora que prende o semilunar à borda volar da faceta. Se o fragmento volar-ulnar (a lágrima) se perde, o semilunar e o carpo escorregam para volar com ele.
O ângulo da lágrima. É formado por uma linha tangente ao osso subcondral da superfície articular passando pela ponta da lágrima; normalmente faz 70 graus com o eixo do rádio (Green, cap. 15, p. 604). Uma rotação dorsal sutil, mesmo numa fratura extra-articular, diminui esse ângulo; uma impactação que divide a faceta semilunar pode levar o semilunar para dentro da metáfise e rodar a lágrima (p. 604). A lágrima é estreita, com cerca de 5 mm na maior largura, e o formato arredondado às vezes dificulta a fixação com implantes volares tradicionais (p. 604).
A distância anteroposterior da faceta. No perfil, mede-se também a distância entre as bordas dorsal e volar da faceta semilunar, em média de 18 a 20 mm; o alargamento sugere divisão coronal da fossa, às vezes só vista na tomografia. No punho normal, a faceta e o semilunar são concêntricos no perfil (Green, cap. 15, p. 604).
O que o livro diz, palavra por palavra. O Green define a lágrima numa frase (cap. 15, p. 604): ela "representa a projeção volar da faceta semilunar do rádio distal". E logo em seguida liga a faceta ao ligamento: a faceta semilunar "é, juntamente com o ligamento radiolunar curto, importante para a estabilidade em fraturas cominutivas". O original falava em ligamento inserido na faceta; é o radiolunar curto, que nasce justamente na borda volar da faceta semilunar e segura o semilunar no rádio.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 86 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou o que a gota de lágrima representa e qual ligamento se relaciona a ela. O fato volta aqui como no Green: a faceta semilunar e o radiolunar curto, com as combinações em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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