As queixas mais comuns de incapacidade residual e perda de função depois de uma fratura consolidada do rádio distal vêm de qual coluna?
- Radial
- Intermédia, pela face volar
- Ulnar
- Intermédia, pela face dorsal
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Conceito-chave
A teoria das três colunas. Rikli e Regazzoni reconheceram três colunas no punho: a radial (estiloide e faceta do escafoide), a intermediária (faceta semilunar com os cantos volar-ulnar e dorso-ulnar) e a ulnar (ulna distal, fibrocartilagem triangular, ligamentos radioulnares e, hoje, a parte distal da membrana interóssea) (Green, cap. 15, p. 608). A coluna ulnar contém as estruturas necessárias para a rotação do antebraço (p. 608).
Cada coluna, uma função. A radial é um suporte ósseo do carpo, típico das fraturas do estiloide (a fratura do motorista); a intermediária recebe a carga axial do semilunar e é a sede do "die punch", com fragmentos impactados que se estendem à incisura sigmóide (Green, cap. 15, p. 608); a ulnar é o eixo sobre o qual a mão e o rádio giram em torno da ulna (p. 604). Os estabilizadores primários da articulação radioulnar distal (ARUD) são a forma das superfícies e os ligamentos ulnorradiais e ulnocarpais (p. 604).
A frase que a questão cobra. O Green abre a seção da coluna ulnar assim: as queixas mais frequentes de incapacidade residual e perda funcional após uma fratura consolidada do rádio distal emanam da coluna ulnar, a terceira das três colunas (cap. 15, p. 646). O motivo é que o rádio pode consolidar bem e, ainda assim, a ARUD ficar incongruente ou instável, o estiloide ulnar não consolidar, a fibrocartilagem triangular estar rompida ou a ulna passar a impactar o carpo. Essas lesões são frequentemente subestimadas e raramente tratadas na fase aguda (p. 646).
O que garante a estabilidade da ARUD depois da redução. Restaurados comprimento, inclinações e alinhamento, a estabilidade radioulnar depende de dois fatores: congruência óssea (eixo da cabeça ulnar com a incisura sigmóide e superfícies articulares restauradas) e integridade ligamentar, com os radioulnares dorsal e volar da fibrocartilagem como estabilizadores primários e o alinhamento coronal normalizado como secundário (Green, cap. 15, p. 646). Fernandez classificou as lesões da ARUD em três grupos para orientar o tratamento (p. 646 e Fig. 15.66).
O que o livro diz, palavra por palavra. A banca praticamente transcreveu uma frase do Green (cap. 15, p. 646): "As queixas mais frequentes de incapacidade residual e perda funcional após uma fratura consolidada do rádio distal emanam da coluna ulnar, a terceira das três colunas". Vale guardar o motivo, que vem logo depois no capítulo: é a coluna da ARUD e do complexo da fibrocartilagem triangular, onde moram a dor ulnar, a perda de rotação e a instabilidade.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 20 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou de qual coluna emanam as queixas residuais mais frequentes depois da fratura consolidada do rádio distal. O fato volta com as colunas em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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