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Questão de Instabilidade do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoInstabilidade do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na luxação perilunar dorsal pelo padrão reverso, que começa no lado ulnar, quais ligamentos, ao se romperem, permitem que a luxação aconteça?

  1. Radioescafolunar e porção volar do escafolunar
  2. Porções dorsal e volar do escafolunar
  3. Somente o radioescafolunar
  4. Radioescafolunar e porção dorsal do escafolunar
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Gabarito: D · Radioescafolunar e porção dorsal do escafolunar

Conceito-chave

Por que o semilunar fica e o resto sai. Na luxação perilunar dorsal o carpo, com o capitato à frente, se desloca para dorsal enquanto o semilunar permanece no rádio. Isso acontece porque o semilunar é fortemente preso ao rádio pelos ligamentos radiolunares longo e curto; o restante do carpo depende das ligações com o semilunar, e são elas que precisam se romper para a luxação acontecer (Green, cap. 13, p. 499). A pergunta da banca é exatamente esta: quais ligações, rompidas, liberam o carpo em torno do semilunar.

O padrão clássico de MAYFIELD, que começa pelo lado radial. No estágio I, com a fileira distal forçada em hiperextensão, o escafoide é puxado em extensão e o semilunar, preso pelo radiolunar curto, não acompanha; o torque rompe os ligamentos escafolunares, geralmente de palmar para dorsal, e a dissociação completa é definida pela ruptura do ligamento SL dorsal. No estágio II, o complexo escafoide e fileira distal desloca-se dorsalmente, limitado pelo radioescafocapitato, abrindo uma fenda pelo espaço de Poirier. No III falham os lunopiramidais, e no IV o capitato empurra o semilunar para palmar (Green, cap. 13, p. 499 e 500).

O padrão reverso, que começa pelo lado ulnar. O Green descreve que, raramente, a dissociação começa no lado ulnar e prossegue radialmente ao redor do semilunar. O mecanismo é uma queda para trás sobre a mão estendida com o membro rodado externamente: a carga cai na região hipotenar e o pisiforme empurra o piramidal para dorsal. Como o semilunar está preso ao rádio, rompem-se primeiro os ligamentos lunopiramidais (estágio I); depois os ulnolunar, ulnopiramidal e ulnocapitato (estágio II); e a sequência se completa com a dissociação escafolunar e a ruptura do radioescafolunar, o que permite a luxação perilunar dorsal reversa (estágio III). Murray e colaboradores elucidaram o mecanismo em 16 punhos de cadáver (Green, cap. 13, p. 500).

PadrãoComeça porÚltima ligação rompida antes da luxação
Clássico (MAYFIELD)Escafolunar, de palmar para dorsalSL dorsal; depois Poirier e lunopiramidal
Reverso (Murray)LunopiramidalDissociação escafolunar e radioescafolunar

O que é o radioescafolunar. O ligamento de Testut, ou radioescafolunar, foi por muito tempo considerado um importante ligamento intracapsular profundo; hoje o Green o descreve como um feixe de tecido conjuntivo frouxo com os vasos que nutrem a membrana do SL e os ossos vizinhos (cap. 13, p. 491). Mesmo não sendo um ligamento verdadeiro do ponto de vista mecânico, ele é uma das ligações palmares entre o rádio e a junção escafolunar, e o capítulo o nomeia, ao lado da dissociação escafolunar, como a ruptura que completa a luxação no padrão reverso (p. 500).

E a porção dorsal do escafolunar? É ela que define a dissociação escafolunar completa: o Green diz que os ligamentos SL falham geralmente de palmar para dorsal e que a dissociação completa é definida pela ruptura do SL dorsal (cap. 13, p. 499). Por isso, quando o livro fala em dissociação escafolunar como etapa final do padrão reverso, a estrutura cuja ruptura a completa é o SL dorsal, a porção mais forte do ligamento, com cerca de 270 N de resistência (p. 492).

O que o livro diz, palavra por palavra. A frase que a banca transformou em questão está no Green (cap. 13, p. 500): a sequência reversa é "completado com ruptura de SLD e RSL, permitindo luxação perilunar dorsal reversa (estágio III)". SLD é a sigla que o próprio capítulo usa para a dissociação completa do SL, e RSL é o radioescafolunar. O enunciado da prova não disse "reversa"; aqui o padrão foi nomeado para que a resposta seja única pelo livro, porque no padrão clássico o radioescafolunar nem entra na descrição.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 71 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou quais ligamentos, quando lesados, permitem a luxação perilunar dorsal. Aqui a mesma pergunta volta com o padrão nomeado, porque é nele que o Green cita exatamente esse par.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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