Sobre a instabilidade do carpo não dissociativa (CIND), qual afirmação é a correta?
- Por definição, alarga os espaços entre os ossos da fileira distal
- O tipo mais comum é a instabilidade mediocárpica pura
- Pode ser radiocárpica, mediocárpica ou mista (da fileira proximal)
- A forma mediocárpica não tem relação com a fileira proximal do carpo
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Conceito-chave
Dissociativa ou não dissociativa. Na instabilidade dissociativa (CID), a lesão está dentro de uma fileira do carpo: rompe-se o ligamento escafolunar ou o lunopiramidal, e os ossos se separam. Na não dissociativa (CIND), há disfunção das articulações radiocárpica e/ou mediocárpica com integridade completa dos ligamentos interósseos que conectam os ossos dentro da fileira proximal (Green, cap. 13, p. 537). A fileira proximal se move "em bloco", mas mal posicionada em relação ao rádio ou à fileira distal.
Os tipos. Dependendo das articulações afetadas, a CIND pode ser radiocárpica, combinada radiocárpica e mediocárpica (instabilidade da fileira proximal) e, raramente, mediocárpica pura (Green, cap. 13, p. 537). A Fig. 13.48 resume: radiocárpica, em que todo o carpo se dissocia do rádio e da ulna, mais comumente para ulnar; da fileira proximal, que gira para volar (CIND-VISI) ou para dorsal (CIND-DISI); e mediocárpica pura, incomum, em que só a mediocárpica é instável, com a radiocárpica normal (p. 538).
| Tipo | O que acontece | Observação |
|---|---|---|
| Radiocárpica | Carpo inteiro desloca, mais comumente para ulnar | Artrite inflamatória, Madelung; pós-traumática é menos frequente |
| Fileira proximal (radiocárpica e mediocárpica) | Fileira proximal em VISI ou, raramente, DISI | A mais comum das CIND |
| Mediocárpica pura | Só a mediocárpica instável | Incomum |
A instabilidade da fileira proximal. É o mais comum dos padrões de CIND; envolve ligamentos que cruzam as duas articulações e se apresenta com rotação volar de toda a fileira (CIND-VISI). Ao levar o punho de desvio radial para ulnar, a fileira proximal fica fletida até perto do fim e então salta para extensão, o "catch-up clunk", doloroso em gestos como servir água de uma jarra (Green, cap. 13, p. 539). A maioria tem frouxidão congênita com controle neuromuscular deficiente e um episódio traumático que inicia os sintomas; o teste do deslocamento mediocárpico de Lichtman gradua a frouxidão (p. 539).
A translocação ulnar. Na CIND radiocárpica, o carpo escorrega pela inclinação ulnar do rádio, mais vista na artrite inflamatória; Taleisnik descreveu o tipo I, com todo o carpo, incluindo o escafoide, deslocado, e o tipo II, em que escafoide e fileira distal ficam no lugar e o espaço SL se alarga (Green, cap. 13, p. 537 e 538). O tipo II mistura CIND e CID: alargar o espaço SL é sinal de dissociação, não da CIND pura.
O que o livro diz, palavra por palavra. A subdivisão está no Green (cap. 13, p. 537): os problemas de CIND "podem ser subdivididos em radiocarpal, combinação radiocarpal-mediocarpal (ou mais simplesmente, instabilidade da fileira proximal) e raramente instabilidade mediocarpal pura". A mesma frase resolve duas alternativas: confirma a divisão em três e mostra que a mediocárpica pura é a rara, não a mais comum.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 58 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou a definição e os tipos de CIND em afirmativas. O conjunto volta aqui reescrito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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