Quanto à biomecânica das fraturas do escafoide, qual afirmação é a correta?
- Com o punho em hiperextensão, a face volar falha por compressão e a dorsal por tensão
- O polo proximal se fratura por subluxação dorsal na hiperextensão do punho
- Lesões do ligamento escafolunar decorrem de punho estendido com desvio ulnar e pronação intercarpal
- Luxações perilunares resultam de punho estendido, em desvio ulnar, com pronação intercarpal
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Conceito-chave
O mecanismo habitual. A hiperextensão além de 95 graus é a posição usual da lesão do escafoide, embora carga axial e até hiperflexão também tenham sido propostas (Green, cap. 16, p. 678). O escafoide é o tirante entre as duas fileiras do carpo, e o ligamento radioescafocapitato cruza a sua cintura volar como um fulcro sobre o qual ele se parte (p. 677 e 678).
Onde a fratura começa. No mecanismo de hiperextensão, a fratura geralmente começa na cintura volar, com falha por tração, e as forças se propagam para a superfície dorsal com carga de compressão até a falha (Green, cap. 16, p. 678). Faz sentido: com o punho em extensão extrema, a face volar do escafoide é esticada sobre o fulcro e a dorsal é comprimida contra a borda dorsal do rádio.
O que os estudos em cadáver reproduziram. Punhos em dorsiflexão extrema e desvio ulnar produziram fraturas da cintura quando o escafoide colidiu com a borda dorsal do rádio. As fraturas do polo proximal resultaram de subluxação dorsal durante a hiperextensão forçada. As luxações do carpo e as rupturas do ligamento escafolunar foram reproduzidas com extensão do punho e desvio ulnar, combinados com supinação intercarpal (Green, cap. 16, p. 678).
| Lesão | Mecanismo reproduzido |
|---|---|
| Cintura do escafoide | Dorsiflexão extrema e desvio ulnar; impacto na borda dorsal do rádio |
| Polo proximal | Subluxação dorsal na hiperextensão forçada |
| Escafolunar e luxações do carpo | Extensão, desvio ulnar e supinação intercarpal |
Por que isso importa. O mecanismo explica a localização e o tipo de instabilidade: a falha que começa volar ajuda a entender a reabsorção do osso volar e a corcunda nas pseudoartroses (Green, cap. 16, p. 679), e a supinação intercarpal é o que separa as lesões ligamentares perilunares das fraturas puras. O ligamento escafolunar, cuja porção dorsal é duas vezes mais forte que a palmar, é o estabilizador primário entre escafoide e semilunar (p. 677 e 678).
O que o livro diz, palavra por palavra. Duas frases seguidas do Green resolvem as quatro alternativas (cap. 16, p. 678): "As fraturas do escafoide proximal resultaram de subluxação dorsal durante a hiperextensão forçada. As luxações do carpo e as rupturas do ligamento escafolunar foram reproduzidas com extensão do punho e desvio ulnar, combinados com supinação intercarpal." A primeira é a resposta; a segunda derruba C e D pela rotação intercarpal, que é supinação.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 88 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou a biomecânica das fraturas do escafoide em afirmativas que trocavam tração por compressão e supinação por pronação. O conjunto volta aqui reescrito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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