Quanto ao risco de desenvolver a doença de KIENBÖCK, qual afirmação é a correta?
- Semilunar tipo 2 de VIEGAS tem risco maior
- No paciente idoso, a variância ulnar negativa é mais frequente
- Semilunar tipo 1 de ZAPICO tem risco maior
- A irrigação do semilunar vem principalmente de vasos dorsais
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Conceito-chave
O que é a doença de KIENBÖCK. É a necrose avascular do semilunar, com espectro que vai de alterações mínimas ao colapso e à artrose avançada; afeta tipicamente pacientes de 20 a 40 anos, com proporção de dois homens para cada mulher (Green, cap. 16, p. 729 e 733). Não há causa única: o Green organiza os fatores de risco em forma do osso, carga e irrigação.
Forma do semilunar: VIEGAS. Viegas descreveu dois tipos pela faceta distal ulnar que articula com o hamato: o tipo II tem a faceta (65% da população) e o tipo I não tem (35%); o tipo I articula com quatro ossos, o tipo II com cinco (Green, cap. 16, p. 727). Os semilunares tipo I fletem preferencialmente pela mediocárpica, os tipo II pela radiocárpica, e a maior taxa de fraturas coronais e de Kienböck é vista nos tipo I (p. 727).
Forma do semilunar: ZAPICO. Zapico classificou o semilunar em três tipos pelas diferenças ósseas (cerca de 30%, 50% e 20%, Fig. 16.56). O tipo 1 é trapezoidal, com angulação trabecular intraóssea acima de 135 graus; associado a variância ulnar negativa, Zapico relatou que seu tipo 1 era mais suscetível à doença, porque a geometria trabecular cria um plano potencial de fraqueza (Green, cap. 16, p. 727).
Carga: variância ulnar e inclinação radial. A variância ulnar negativa concentra a carga no aspecto radial do semilunar, embora a relação com a doença seja controversa: Hultén observou 78% de pacientes ulnar-negativos, o que outros autores não confirmaram (Green, cap. 16, p. 727). A variância negativa é mais comum no paciente jovem com Kienböck; uma inclinação radial mais plana também pode predispor (p. 727). O "semilunar em risco" é o ulnar-negativo e o Viegas tipo I, que concentram o estresse no aspecto radial do osso; a preensão de força, com desvio ulnar, faz o capitato funcionar como quebra-nozes (p. 729). Em pacientes mais velhos a doença é mais comum em mulheres e pode se associar a doenças sistêmicas ou inflamatórias (p. 729).
Irrigação. Os pontos de entrada vascular limitam-se às faces volar e dorsal do semilunar. O osso recebe a maior parte do seu suprimento pela face palmar, pelos arcos radiocarpal e intercarpal; o suprimento pelos arcos dorsais é menos consistente; alguns semilunares têm um único suprimento arterial, o que pode predispor à doença (Green, cap. 16, p. 727).
| Fator | Maior risco |
|---|---|
| VIEGAS | Tipo I (sem faceta para o hamato) |
| ZAPICO | Tipo 1 (trapezoidal, trabéculas acima de 135 graus) |
| Variância ulnar | Negativa (mais comum no jovem) |
| Irrigação | Predomínio palmar; vaso único predispõe |
O que o livro diz, palavra por palavra. A frase que responde à questão está no Green (cap. 16, p. 727): "Associado a uma variância ulnar negativa, Zapico relatou que seu semilunar tipo 1 era mais suscetível à doença de Kienböck, uma vez que a geometria trabecular cria um plano potencial de fraqueza." Na mesma página o livro desmonta a alternativa da irrigação: o semilunar "recebe a maior parte de seu suprimento sanguíneo da face palmar", e o suprimento pelos arcos dorsais "é menos consistente".
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 77 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou os fatores de risco do Kienböck em afirmativas com Viegas, Zapico, variância ulnar e irrigação. Aqui o mesmo conjunto volta com as afirmativas reescritas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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