Qual é a ordem decrescente de frequência das fraturas do escafoide, por região?
- Polo proximal, cintura e polo distal
- Polo distal, cintura e polo proximal
- Cintura, polo distal e polo proximal
- Cintura, polo proximal e polo distal
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Conceito-chave
As três regiões. O escafoide é dividido em polo proximal, cintura e polo distal (tubérculo) (Green, cap. 16, p. 677). Cerca de 80% da sua superfície é coberta por cartilagem, o que limita as inserções ligamentares e a entrada de vasos (p. 677). É o único osso do carpo que une as fileiras proximal e distal, funcionando como um tirante (p. 677).
A distribuição das fraturas. A sensibilidade na tabaqueira anatômica virou sinônimo de fratura do escafoide, mas isso vale sobretudo para as fraturas da cintura, que são 70% do total; o segundo tipo mais comum é a do polo proximal, com 20%, e a menos comum é a do polo distal, com 10% (Green, cap. 16, p. 680). A cintura domina em parte porque o ligamento radioescafocapitato cruza a concavidade volar da cintura e funciona como um fulcro sobre o qual ela se parte (p. 678 e 680, Fig. 16.6).
| Região | Frequência | Particularidade |
|---|---|---|
| Cintura | 70% | Fulcro do ligamento radioescafocapitato |
| Polo proximal | 20% | Maior risco de necrose e pseudoartrose |
| Polo distal | 10% | Mais vascularizado (ramos volares no tubérculo) |
Por que a região importa: a irrigação retrógrada. O suprimento sanguíneo do escafoide não é robusto porque é predominantemente retrógrado: 70% a 80% da irrigação intraóssea e do polo proximal vêm de ramos da artéria radial que entram pela crista dorsal, distalmente, e o tubérculo recebe ramos volares que nutrem 20% a 30% do osso, na região distal (Green, cap. 16, p. 678). Quanto mais proximal a fratura, maior a chance de o fragmento ficar sem sangue e maior o risco de pseudoartrose; as fraturas do polo proximal têm incidência de necrose avascular de 13% a 50% (p. 678).
Exame por região. A cintura é palpada na tabaqueira, logo distal ao estiloide radial; o polo distal, no tubérculo, na face palmar; o polo proximal, no dorso, alinhado ao segundo raio, logo distal ao lábio dorsal do rádio, radial ao portal 3-4 (Green, cap. 16, p. 680). Se tabaqueira, tubérculo e compressão axial do polegar forem todos dolorosos, a sensibilidade é de 87% a 100% e a especificidade de 74% (p. 680).
O que o livro diz, palavra por palavra. O Green dá os números em sequência (cap. 16, p. 680): as fraturas da cintura "representam 70% das fraturas do escafoide", e "O segundo tipo mais comum de fratura do escafoide é a fratura do polo proximal, em 20%." Sobram 10% para o polo distal. Repare que o polo proximal, o pior em irrigação, não é o mais raro: ele vem em segundo lugar, e essa é a troca que a banca explora.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 18 do SIMÃO 2023, em que a banca pediu a ordem decrescente de ocorrência das fraturas do escafoide por região. O fato volta aqui com as sequências reescritas e em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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