Após o reparo agudo de tendões flexores, em que momento se recomenda iniciar exercícios isolados de força no tendão reparado?
- 4 semanas
- 6 semanas
- 8 semanas
- 10 semanas
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Conceito-chave
O dilema da reabilitação do flexor. O tendão reparado precisa deslizar para não grudar na bainha, mas o ponto de sutura é frágil nas primeiras semanas. A justificativa para aplicar força ao tendão em cicatrização é promover uma pequena excursão proximal, não acelerar a cicatrização; força excessiva pode abrir ou romper o reparo (Green, cap. 6, p. 225). A força é controlada pelo tipo de exercício e pela posição do punho, da MCF e das IFs (p. 225).
Quanto o tendão precisa andar. No protocolo original de Duran, 3 a 5 mm de excursão bastavam para prevenir aderências restritivas; trabalhos posteriores concluíram que 6 a 9 mm é o limite útil, e que excursão adicional não traz benefício (Green, cap. 6, p. 225).
A linha do tempo do programa do autor. A terapia começa 1 a 5 dias após a cirurgia, com órtese de bloqueio dorsal, punho neutro e MCFs a 50 graus de flexão, e exercícios de hora em hora: posicionamento passivo, flexão passiva com extensão ativa até a tala e o programa de tenodese (Green, cap. 6, p. 225). Com 3 semanas, a tala é retirada para exercícios ativos isolados e compostos, progredindo pela pirâmide de força de Groth, conforme a resposta do paciente (p. 226). A tala dorsal costuma ser suspensa com 6 a 8 semanas, e exercícios de força isolados são introduzidos gradualmente com 10 semanas (p. 226).
| Momento | O que acontece (programa do autor) |
|---|---|
| 1 a 5 dias | Órtese dorsal, flexão passiva e extensão ativa, tenodese |
| 3 semanas | Exercícios ativos isolados e compostos (pirâmide de Groth) |
| 6 a 8 semanas | Fim da tala dorsal; contraturas tratadas com órtese progressiva |
| 10 semanas | Introdução gradual dos exercícios de força isolados |
A resposta do paciente muda o ritmo. Groth descreveu respostas fisiológicas "altas", com cicatrização rápida, edema e cicatriz densa que formam aderências e perdem excursão, e "baixas", com cicatrização mais lenta e pouca diferença entre flexão ativa e passiva. Os "altos" avançam rápido pela pirâmide para ganhar força e prevenir aderências; nos "baixos", a progressão para exercícios resistidos pode ser retardada (Green, cap. 6, p. 226). No programa de mobilização passiva, para pacientes de adesão duvidosa, a progressão é a mesma, atrasada 2 a 3 semanas (p. 227). Tenólise só é considerada 4 a 6 meses após o reparo (p. 227).
O que o livro diz, palavra por palavra. A frase do programa de reabilitação é esta (Green, cap. 6, p. 226): "Exercícios de força isolados são introduzidos gradualmente em 10 semanas de pós-operatório." Ela vem logo depois de o livro dizer que a tala protetora dorsal geralmente é descontinuada com 6 a 8 semanas. A ordem conta a lógica toda: primeiro sai a proteção, e só depois entra a carga resistida, quando o reparo já tem resistência para ela.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 87 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou quando começam os exercícios isolados de força após o reparo agudo do flexor, com opções de 4 a 10 semanas. O número volta aqui, com o contexto do programa inteiro.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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