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Questão de Deformidades dos dedos (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoDeformidades dos dedosOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Qual é a causa mais frequente da contratura em extensão da articulação interfalângica proximal?

  1. Contratura dos ligamentos checkrein
  2. Aderência do tendão extensor
  3. Contratura dos ligamentos colaterais
  4. Contratura da placa volar
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Gabarito: B · Aderência do tendão extensor

Conceito-chave

Para que lado o dedo está preso. Na contratura em extensão, a interfalângica proximal (IFP) estende, mas não flete. O raciocínio que resolve a questão é simples: para impedir a flexão, a estrutura culpada precisa estar no lado que se alonga quando o dedo flete, isto é, o dorso. Estruturas volares retraídas fazem o contrário: impedem a extensão e geram contratura em flexão.

A anatomia da IFP. É uma dobradiça com ligamento colateral próprio, colateral acessório e placa volar; a placa volar da IFP é espessa, desliza como uma peça de armadura e tem duas extensões proximais, os ligamentos de contenção (checkrein) (Green, cap. 10, p. 388 e 389). O Green deixa claro o papel delas: qualquer limitação ou fixação da placa volar proximal, como no desenvolvimento das rédeas, produz restrição significativa da extensão da IFP (p. 389). Placa volar e checkrein, portanto, são as estruturas da contratura em flexão.

O lado dorsal. No dorso estão o aparelho extensor (banda central, bandas laterais e ligamento retinacular transverso), a cápsula dorsal e as fibras dorsais dos colaterais. Depois de fraturas, edema e imobilização, o extensor cicatriza aderido ao osso e à pele e não desliza: a IFP fica presa em extensão. O resumo do capítulo de rigidez que acompanhou a prova aponta a aderência do tendão extensor como a causa mais comum da contratura em extensão da IFP (Resumo do capítulo 10, seção da IFP).

A cirurgia confirma a ordem das estruturas. O Green descreve a liberação da contratura em extensão da IFP por via dorsal ou dorsolateral: dividir as fibras do retinacular transverso de cada lado do tendão central, elevar o extensor com cuidado para não lesar a inserção da banda central, fazer a tenólise do extensor tão proximal e distal quanto necessário para soltá-lo do osso e da pele, ressecar a cápsula dorsal e, se a flexão passiva ainda não for completa, liberar as fibras mais dorsais dos colaterais e, por fim, o restante deles (cap. 10, p. 403). O primeiro alvo é sempre o extensor aderido.

Detalhes que caem. O objetivo é recuperar primeiro a flexão passiva; a cirurgia pode ser estagiada, com o dorso primeiro e as estruturas volares depois, e é melhor feita sob anestesia local, para testar o movimento voluntário (Green, cap. 10, p. 403). Na série multicêntrica de Mansat e Delprat, as contraturas em extensão foram 45% das 246 liberações da IFP (p. 403). Depois da liberação, o teste de Bunnell procura contratura intrínseca residual, outra causa de flexão limitada da IFP (p. 403). E a maioria das contraturas da MCF e da IFP melhora sem cirurgia, com órteses dinâmicas e progressivas (p. 395).

De onde vem a resposta. Aqui a fonte mais direta não é uma frase do Green, e é honesto dizer isso: o texto corrido do capítulo de rigidez discute as estruturas de cada contratura sem eleger, em uma frase, a causa mais comum da contratura em extensão da IFP. Quem traz o dado é o resumo do capítulo 10 enviado com a prova, que na seção da IFP anota, com a marca da própria prova ao lado: "Causa + comum da contratura em extensão: Aderência do tendão extensor". O Green dá a lógica que sustenta essa linha: o que limita a flexão está no dorso da articulação, e o primeiro tempo da liberação da contratura em extensão é justamente soltar o extensor (cap. 10, p. 403 e 404).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 41 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou a causa mais comum da contratura em extensão da IFP, oferecendo estruturas volares e ligamentares como distratores. O fato volta com as alternativas reescritas e em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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