Em qual estágio da botoeira crônica se encontram contratura fixa e retração das bandas laterais?
- Estágio II
- Estágio I
- Estágio III
- Estágio IV
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Conceito-chave
O que é a botoeira crônica. A deformidade em botoeira combina déficit de extensão da interfalângica proximal (IFP) com hiperextensão da interfalângica distal (IFD), por lesão ou atenuação da banda central (Green, cap. 5, p. 198). Pode vir de trauma ou de atenuação por sinovite inflamatória, artrose ou contratura em flexão prolongada da IFP, como no Dupuytren, nas rupturas de polia ou nas queimaduras (p. 201). Com o tempo, as bandas laterais caídas para volar e o ligamento retinacular transverso se encurtam, e a deformidade, que era flexível, se fixa.
A classificação de BURTON. Burton classificou a botoeira crônica em estágios, e um quarto foi acrescentado depois (Green, cap. 5, p. 201):
| Estágio | O que se encontra |
|---|---|
| I | Deformidade flexível, passível de correção passiva |
| II | Contratura fixa, bandas laterais contraídas |
| III | Contratura fixa com fibrose articular e contratura dos colaterais e da placa palmar |
| IV | Estágio III mais artrose da IFP |
A lógica é uma escada: primeiro o tendão (I, ainda redutível), depois o tendão encurtado (II), depois a articulação (III) e, por fim, a cartilagem (IV). O que separa o II do III é a articulação: no II o que impede a extensão são as bandas laterais retraídas; no III já há fibrose articular com retração de colaterais e placa palmar.
O estágio decide a conduta. Os estágios I e II podem ser tratados com regime terapêutico de órteses, gessos seriados ou órteses dinâmicas até obter extensão total da IFP, mantida por pelo menos 6 a 12 semanas, com exercícios de flexão da IFD o tempo todo (Green, cap. 5, p. 201). Se a extensão passiva total não vier, pode ser necessária a liberação cirúrgica dos colaterais contraídos e da placa palmar; se vier, mas restar déficit ativo, há vários procedimentos de reequilíbrio extensor (p. 201). Entre os princípios de Burton: cirurgia raramente é necessária na botoeira flexível; o procedimento tendíneo é feito com a articulação já móvel e, quando a IFP está rígida, em duas etapas (liberar a articulação, depois reconstruir o tendão); a maioria mantém flexão e preensão totais, e a cirurgia não deve sacrificar a flexão para ganhar extensão (p. 201). Deformidades de 30 graus ou menos são difíceis de melhorar com cirurgia (p. 201).
Cuidado com os "estágios" de Curtis. O mesmo capítulo descreve a reconstrução por etapas de Curtis, também numeradas (tenólise, liberação do retinacular transverso, tenotomia de Fowler distal se o déficit for de até 20 graus, e avanço da banda central se for maior) (Green, cap. 5, p. 202). São etapas de cirurgia, não estágios da deformidade. Misturar as duas numerações é uma armadilha comum.
O que o livro diz, palavra por palavra. O Green reproduz a classificação de Burton em forma de lista (cap. 5, p. 201), e a linha que a questão cobra é esta: "Estágio II: Contratura fixa, bandas laterais contraídas." Repare no que separa o II do III: no estágio III o livro acrescenta a fibrose articular, com colaterais e placa palmar contraídos. Enquanto a culpa é só das bandas laterais, a articulação ainda é sadia e o estágio é o II.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 21 do SIMÃO 2023, em que a banca pediu o estágio da botoeira crônica com contratura fixa e banda lateral contraída. O mesmo estágio volta aqui, descrito com outras palavras e com as opções em outra ordem.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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