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Questão de Fraturas dos metacarpos e falanges (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023)

Mão e punhoFraturas dos metacarpos e falangesOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2023

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Qual é o padrão mais comum das fraturas na diáfise da falange média?

  1. Cominutivo
  2. Transverso
  3. Espiral
  4. Oblíquo
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Gabarito: B · Transverso

Conceito-chave

Quatro traços possíveis. As fraturas das diáfises das falanges podem ser transversas, oblíquas, espirais ou cominutivas (Green, cap. 7, p. 290). O traço não é um detalhe descritivo: ele indica o mecanismo, prevê a deformidade e ajuda a escolher o tratamento.

Cada traço conta como a energia chegou. A fratura transversa resulta de carga que dobra o osso ou de golpe direto; a oblíqua e a espiral, de forças de torção; a cominutiva, de impacto direto de maior energia, frequentemente com lesão de partes moles. O Green resume as deformidades típicas: transversas tendem a produzir deformidade angular nas incidências lateral e frontal; oblíquas produzem deformidade rotatória, mas também podem angular ou encurtar; cominutivas quase sempre encurtam e também podem rodar ou angular (Green, cap. 7, p. 299).

O dado que a questão cobra: cada falange tem o seu traço mais comum. As fraturas espirais e oblíquas são mais comuns na falange proximal, enquanto as transversais tendem a ser mais comuns na falange média (Green, cap. 7, p. 290). Uma forma de fixar: a falange proximal é a que sofre torção quando o dedo é pego e girado, porque está entre a MCF, que permite algum desvio lateral e rotação, e o restante do dedo como alavanca; a média, mais curta e de cortical muito dura, é tipicamente quebrada por flexão ou golpe direto.

A cortical dura da falange média também muda o tempo de cura. Moberg encontrou consolidação clínica média de 5 a 7 semanas na porção média da falange proximal, mas até 10 a 14 semanas nas fraturas transversais da porção cortical extremamente dura da falange média; estudos mais recentes apoiam iniciar movimento protegido em 3 a 4 semanas, porque a consolidação clínica precede a radiográfica (Green, cap. 7, p. 291). Na prática, a radiografia "atrasada" de uma fratura transversa da falange média não significa, por si, falha do tratamento.

A deformidade da falange média depende do flexor superficial. O superficial insere-se na falange média. Pela teoria de McNealy e Lichtenstein, a fratura distal à inserção angula com ápice volar, porque o tendão flete o fragmento proximal, e a proximal à inserção angula com ápice dorsal, porque o fragmento distal é fletido; Flatt observou que a inserção cobre quase toda a face palmar e propôs divisão em quartos, e Butt atribuiu a deformidade mais ao trauma que ao tendão (Green, cap. 7, p. 290 e 291). Essa discussão só faz sentido porque o traço transverso, típico da falange média, é o que mais angula.

FalangeTraço mais comumDeformidade típica
ProximalEspiral e oblíquoRotação e ápice volar (interósseos)
MédiaTransversoAngulação, com direção ligada à inserção do flexor superficial

O que o livro diz, palavra por palavra. O Green coloca as duas falanges lado a lado numa só frase (cap. 7, p. 290): "As fraturas espirais e oblíquas são mais comuns na falange proximal, enquanto as fraturas transversais tendem a ser mais comuns na falange média." Guarde a frase inteira, porque a banca pode cobrar qualquer uma das metades, e o distrator mais provável é justamente a outra falange.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 2 do SIMÃO 2023, em que a banca perguntou qual o padrão mais comum na diáfise da falange média. O fato volta aqui com as mesmas quatro possibilidades em outra ordem.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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