Uma paciente com queimaduras profundas de 36% da superfície corporal será transferida para um CTQ nas primeiras 6 horas após o trauma. A conduta no caso é:
- efetuar debridamento das lesões em sala de cirurgia antes da transferência;
- aplicar compressas com nitrato de prata sobre as zonas afetadas;
- cobrir as lesões com compressas frias e úmidas com solução fisiológica;
- cobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida;
- cobrir toda a superfície com gelo.
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Conceito-chave
Na hora de transferir uma paciente com 36% de queimadura profunda, é natural querer fazer alguma coisa na ferida. O certo é o contrário: proteger, aquecer e levar. A explicação é fisiológica.
A pele perdida era o isolante. Sem ela, a paciente perde calor e água continuamente, e cada grau a menos piora a coagulação e a perfusão. Uma revisão de guias internacionais encontrou consenso em evitar o resfriamento excessivo, especialmente nas queimaduras extensas, em crianças e idosos (PMC8291991). Em adultos com mais de 25% da superfície queimada, o resfriamento prolongado já pode levar à hipotermia (PMC3038405).
Mas e o resfriamento? Ele existe, e a questão está na hora certa e no tamanho da área. O Green recomenda resfriar com água corrente nos primeiros 30 minutos, porque isso reduz o edema, e avisa: compressas frias ou gelo moído podem causar dano adicional, ao baixar demais a temperatura do tecido (7ª ed., cap. 57, p. 1929). Vale para a mão isolada. Em uma paciente com 36%, a compressa fria e úmida em área extensa troca um problema por outro, além de já ter passado o tempo útil.
O curativo. Um guia de ambiente de campo sugere um pano limpo e seco, evitando os úmidos (PMC11571820). E o restante da assistência tem prioridade: via aérea e volume. O desbridamento fica para o centro de queimados.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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