Após um treino de boxe, o lutador relata dor, edema, dificuldade de movimentação dos dedos, hematoma, e deformidade na mão. O exame radiológico revela fratura com desvio do colo do quinto metacarpo. A conduta para o caso é:
- fixação intramedular com mini-haste de ten;
- fixação com fio de Kirschner;
- tratamento conservador com órtese própria;
- fixação com miniplaca e parafuso;
- fixação externa.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Fratura do colo do quinto metacarpo com desvio não significa cirurgia obrigatória. A chamada fratura do boxeador ocorre por carga axial do soco com a mão fechada. A maior mobilidade da carpometacarpal do mínimo permite compensar uma angulação que seria mal tolerada nos metacarpos centrais. Por isso é necessário caracterizar o desvio, e não apenas dizer que ele existe.
O resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, informa que os autores toleram até cerca de 50° no colo do quinto, desde que não haja outros fatores de instabilidade ou comprometimento funcional. É indispensável examinar a rotação: ao fechar a mão, o dedo não deve cruzar o vizinho. Encurtamento importante, pseudogarra, fratura exposta e lesões associadas também mudam a conduta.
No tratamento conservador, a órtese protege a fratura e evita uma imobilização desnecessariamente longa. A posição intrínseca plus mantém as MCF em 70° a 90° de flexão, tensionando seus colaterais e reduzindo o risco de contratura em extensão. A mobilização é iniciada conforme a estabilidade e a evolução, porque rigidez também é uma complicação relevante do tratamento.
Leia o resumo “Fraturas e luxações da mão”, na seção dos metacarpos, para comparar tolerância do colo e da diáfise, rotação e pseudogarra. O enunciado não quantifica o desvio; o gabarito pressupõe uma fratura dentro dos critérios de tratamento conservador.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo