Dor e edema da articulação metacarpofalângica do polegar após queda com esqui são sugestivos de:
- fratura do primeiro metacarpo;
- fratura da diáfise da falange proximal;
- luxação da articulação metacarpofalângica com lesão ligamentar;
- luxação da articulação interfalangeana;
- fratura do segundo metacarpo.
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Conceito-chave
O polegar do esquiador é uma lesão do ligamento colateral ulnar da metacarpofalângica. A articulação metacarpofalângica (MCF) liga o primeiro metacarpo à falange proximal do polegar. Na queda com o bastão, a abdução forçada, ou desvio radial do polegar, tensiona o ligamento colateral ulnar (LCU), que estabiliza a pinça contra essa força. Dor e edema localizados na MCF após esse mecanismo fazem procurar lesão ligamentar.
A gravidade depende da integridade do ligamento: grau I causa dor sem frouxidão; grau II corresponde a ruptura parcial, com ponto final firme; grau III corresponde a ruptura completa, sem ponto final firme. O teste do colateral próprio é feito com a MCF em 30° a 40° de flexão, comparando com o outro polegar. A dor pode exigir bloqueio para permitir um exame confiável.
Na lesão de Stener, a aponeurose do adutor interpõe-se entre o LCU completamente rompido e sua inserção na base da falange proximal. Essa barreira impede a cicatrização por simples imobilização. Nem toda entorse do esquiador tem Stener, e dor com edema não demonstra luxação por si só.
O Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, desenvolve esse mecanismo na seção “Polegar: ligamento colateral ulnar e lesão de Stener”. Leia esse trecho no resumo da Biblioteca para distinguir ruptura parcial, completa e interposição aponeurótica.
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