José, 80 anos, foi internado há 2 meses em CTI devido a complicações de COVID-19 evoluindo com osteomielite em osso sacral. A presença da osteomielite é uma complicação comum das úlceras de pressão profundas. Ela é responsável pela infecção e deiscência de ferida operatória após reconstrução das úlceras estágio III e IV de NPUAP. Sendo assim, qual é a abordagem ideal em um paciente com biópsia óssea com agulha de Jamshidi (BOAJ) negativa e cultura óssea positiva?
- ATB por 6 semanas e nova punção antes da reconstrução.
- ATB por 6 semanas e reconstrução tardia com retalho e osteotomia parcial.
- Reconstrução eletiva com retalho e ATB por 48h.
- Reconstrução eletiva com retalho e ATB por 2 semanas.
- Reconstrução eletiva com retalho e ATB por 8 semanas.
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Conceito-chave
Osteomielite embaixo de uma úlcera de pressão é a razão de muitos retalhos falharem, e o manejo é mais controverso do que parece. Uma revisão lembra que não há dados de que cursos de mais de 6 semanas funcionem melhor (PMC6594415), e outra série, em lesados medulares, mostrou que, com um bom desbridamento, é possível encurtar o antibiótico (PubMed 18812715). Uma estratégia frequente é em dois tempos: desbridar, tratar a ferida com pressão negativa e, depois, fazer o retalho, com antibiótico prolongado (PMC5894174).
Vale notar que a biópsia depois do desbridamento parece necessária para firmar o diagnóstico (PMC4551477). A banca cria um cenário intermediário: biópsia negativa, com cultura positiva. Se a histologia não confirma a osteomielite, trata-se de contaminação ou de infecção superficial, e não há motivo para semanas de tratamento antes da cobertura: faz-se a reconstrução eletiva, com antibiótico por tempo curto.
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