Y.Y, 2 anos, vítima de queimadura por escaldadura e apresentando sequela cicatricial axilar. Optou-se inicialmente pelo tratamento com zetaplastia. A lesão necessitava de um ganho teórico em comprimento da borda central em torno de 100%. Sabendo disso, optou-se pelo ângulo da borda lateral da zetaplastia de
- 40 graus.
- 45 graus.
- 60 graus.
- 75 graus.
- 90 graus.
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Conceito-chave
A zetaplastia é uma troca engenhosa: dois retalhos triangulares giram e transformam largura em comprimento, o que libera uma brida. O ganho depende do ângulo, e os números são da tabela clássica de FURNAS e FISCHER (Z-Plasty Made Simple, PMC3123994):
| Ângulo | Ganho teórico |
|---|---|
| 30 graus | cerca de 25% |
| 45 graus | cerca de 50% |
| 60 graus | 75% |
| 75 graus | 100% |
| 90 graus | cerca de 120% |
A pergunta pede um ganho de 100%, logo o ângulo é de 75 graus. Na prática, porém, dois alertas: os ganhos reais são menores do que os teóricos, de 55% a 84% do calculado, e ângulos muito abertos criam mais tensão no fechamento, podendo necrosar a ponta do retalho (PMC12088082). Por isso, os 60 graus são os mais usados, e a sequela axilar pode pedir várias zetaplastias em série. O Green usa os 60 graus, por exemplo, no pterígio (7ª ed., p. 1388).
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