Alfredo, 3 anos, faz acompanhamento no ambulatório municipal de cirurgia plástica por apresentar diagnóstico de cútis marmorata telangiectásica congênita. A respeito dessa afecção clínica, assinale a alternativa correta.
- É mais comum em mulheres.
- Manifesta-se como uma marmorização cutânea congênita mesmo em temperaturas normais, mas que se torna mais proeminente com temperaturas mais baixas ou com choro.
- Tende a apresentar piora clínica na adolescência.
- É mais frequente na face e nos membros superiores.
- Geralmente, está associada à hipoplasia das artérias femorais e ilíacas.
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Conceito-chave
A pele de quem tem essa doença lembra uma rede ou um mármore arroxeado. Na cútis marmorata telangiectásica congênita, esse desenho está presente desde o nascimento e persiste mesmo em temperatura normal, ao contrário da cútis marmorata fisiológica do recém-nascido, que desaparece ao aquecer.
Numa revisão da literatura, a região mais acometida foi o membro inferior (196 de 324 casos localizados), e a condição costuma trazer atrofia e ulceração (PMC6894123). Não é uma doença que costuma piorar. Séries antigas relatam melhora espontânea com a idade (PubMed 1302325). Apesar de rara, com menos de 500 casos descritos (PMC12385243), ela costuma ter boa evolução, e a atenção recai sobre alterações associadas, como a assimetria do membro (PMC7568139).
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