Na dermofasciectomia digital para doença de Dupuytren recidivada, o que deve ser ressecado e como a área costuma ser coberta?
- Apenas a corda central e a pele sobre ela, preservando a fáscia lateral, com fechamento por zetaplastia
- Somente o tecido dos ligamentos de Grayson, preservando os de Cleland, com a ferida deixada aberta para cicatrizar
- A pele e a fáscia superficial aderida, sem tocar nos tecidos laterais do dedo, com enxerto de pele parcial
- A pele acometida e toda a fáscia digital, incluindo a fáscia lateral com o tecido dos ligamentos de Cleland, com enxerto de pele total
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Conceito-chave
Por que tirar a pele. Na doença de Dupuytren, a recidiva costuma vir da pele e do tecido em volta da corda, que guardam células e o "terreno" da doença. A dermofasciectomia retira a pele envolvida junto com a fáscia e a substitui por enxerto, que funciona como uma barreira à recidiva naquela área. O Green insiste que ela "não é simplesmente fasciectomia com enxerto de pele. É a unidade funcional de reposição da pele e tecidos moles palmares regionais" (cap. 4, p. 166).
Quando. As indicações listadas no Green incluem escassez de pele longitudinal além do que os retalhos locais resolvem, contratura recorrente com envolvimento difuso da pele ou cicatriz profunda, pele desvascularizada durante a cirurgia e o primeiro procedimento num jovem com envolvimento nodular difuso da pele (cap. 4, p. 166).
O que se retira e como se cobre. Na recidiva, a dissecção é limitada às áreas planejadas para excisão, evitando atravessar cicatrizes além do necessário, e: "No dedo, extirpe toda a fáscia digital lateral, incluindo os tecidos do ligamento de Cleland" (Green, cap. 4, p. 166). No mínimo, retira-se também a fáscia do abdutor do dedo mínimo. Depois, solta-se o garrote, confere-se a vascularização e cobre-se com enxertos de pele de espessura total moldados no defeito (p. 166).
A anatomia que a questão usa. Os ligamentos de Grayson ficam volares ao feixe neurovascular e os de Cleland, dorsais a ele (Green, cap. 4, p. 156 e 157). A fáscia lateral do dedo, com o tecido dos Cleland, é retirada na dermofasciectomia porque também participa da doença recidivada.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 3 do SIMÃO 2026, que cobrou a extensão da ressecção e a cobertura na dermofasciectomia digital.
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