Após redução de uma fratura do colo do quinto metacarpo, a angulação volta a aumentar dentro da imobilização. Quais fatores explicam a tendência do fragmento distal a fletir?
- Cominuição da cortical dorsal e tração dos extensores, que levam a cabeça para volar
- Tração do interósseo dorsal, que estende a cabeça do metacarpo sobre o colo
- Cominuição da cortical volar e momento flexor dos intrínsecos, que cruzam a metacarpofalângica volarmente ao seu eixo
- Ruptura da placa volar da metacarpofalângica, que deixa a cabeça cair para palmar
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Conceito-chave
A fratura do boxeador. A fratura do colo do quinto metacarpo nasce de um soco: o impacto na cabeça do metacarpo dobra o colo, e a angulação é de ápice dorsal, com a cabeça caindo para a palma. O Green explica as duas razões de essa angulação acontecer e persistir: "O impacto ocorre no dorso da cabeça do metacarpo e causa cominuição do colo do metacarpo volar", e "As forças dos músculos intrínsecos que cruzam a articulação MCF situam-se volar ao seu eixo de rotação e criam um momento de flexão na fratura" (cap. 7, p. 263).
Por que a redução se perde. A cortical volar cominuída não oferece apoio: depois da redução, o fragmento distal não tem onde se escorar do lado palmar. E os intrínsecos continuam puxando a cabeça para flexão. É a soma das duas que faz a angulação voltar dentro do gesso.
O que fazer com isso. O Green lembra que a esmagadora maioria das fraturas do colo pode ser tratada sem cirurgia, porque o quinto tolera bastante angulação (cap. 7, p. 263); na diáfise, ele aceita até 30 graus no mínimo antes de pensar em redução (p. 268).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 39 do SIMÃO 2026, que cobrou os fatores que fazem o fragmento distal do colo do metacarpo fletir.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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