Um marceneiro de 34 anos tem secção completa do flexor profundo do dedo indicador na zona 2, operada no mesmo dia. Pensando na resistência inicial do reparo e na mobilização precoce, qual estratégia de sutura é mais favorável?
- Dois passes centrais com fio mais grosso e nós volumosos entre os cotos, porque mais material no foco aumenta a resistência
- Sutura epitendínea circunferencial isolada, bem tensionada, dispensando a sutura central
- Sutura central de quatro ou mais passes, com alças de bloqueio e boa distância de pega, completada por sutura epitendínea contínua
- Sutura central com tensão moderada, aceitando diástase de até 5 mm, porque o espaço entre os cotos se preenche com tecido de reparo
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Conceito-chave
O que o reparo precisa aguentar. Na zona 2, o reparo do flexor profundo só dá bom resultado se o tendão deslizar cedo, e para isso a sutura tem de resistir à tração da mobilização precoce sem abrir. O Green resume: a coaptação "deve ser forte o suficiente para permitir a mobilização digital precoce e evitar o gap do tendão reparado" (cap. 6, p. 217).
A sutura central. As configurações mais fortes "são aquelas em que existem múltiplos locais de interação tendão-sutura". As de dois passes, como Kessler e Tajima, ainda são aceitas, mas as de múltiplos passes (Strickland, cruzada, Becker, Savage, Winters) "são mais fortes e têm maior resistência para reparar as lacunas", com mais força no tempo zero e também com 6 semanas (Green, cap. 6, p. 217). A força depende do material, do calibre (3-0 é mais forte que 4-0) e do número de passes que cruzam o reparo; e a alça que trava o tendão, em vez de só agarrá-lo, é mais forte, assim como aumentar o número de travas (p. 217).
A sutura epitendínea. Ela alisa o reparo e aumenta a resistência, mas "continua sendo um complemento da sutura do tendão central" (Green, cap. 6, p. 217).
O gap. É o inimigo: tendões sem gap, ou com menos de 3 mm, ganham força com 6 semanas; com gap acima de 3 mm, a força não aumenta, e o risco de ruptura cresce depois de 3 semanas de reabilitação (Green, cap. 6, p. 217).
E o volume. Mais sutura dentro do reparo aumenta o volume, o trabalho de flexão e diminui a área de cicatrização; nós volumosos fora atrapalham o deslizamento na bainha (Green, cap. 6, p. 217).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 74 do SIMÃO 2026, que cobrou a estratégia de sutura para o flexor na zona 2 com mobilização precoce.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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