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Questão de Lesões dos tendões flexores (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Um marceneiro de 34 anos tem secção completa do flexor profundo do dedo indicador na zona 2, operada no mesmo dia. Pensando na resistência inicial do reparo e na mobilização precoce, qual estratégia de sutura é mais favorável?

  1. Dois passes centrais com fio mais grosso e nós volumosos entre os cotos, porque mais material no foco aumenta a resistência
  2. Sutura epitendínea circunferencial isolada, bem tensionada, dispensando a sutura central
  3. Sutura central de quatro ou mais passes, com alças de bloqueio e boa distância de pega, completada por sutura epitendínea contínua
  4. Sutura central com tensão moderada, aceitando diástase de até 5 mm, porque o espaço entre os cotos se preenche com tecido de reparo
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Gabarito: C · Sutura central de quatro ou mais passes, com alças de bloqueio e boa distância de pega, completada por sutura epitendínea contínua

Conceito-chave

O que o reparo precisa aguentar. Na zona 2, o reparo do flexor profundo só dá bom resultado se o tendão deslizar cedo, e para isso a sutura tem de resistir à tração da mobilização precoce sem abrir. O Green resume: a coaptação "deve ser forte o suficiente para permitir a mobilização digital precoce e evitar o gap do tendão reparado" (cap. 6, p. 217).

A sutura central. As configurações mais fortes "são aquelas em que existem múltiplos locais de interação tendão-sutura". As de dois passes, como Kessler e Tajima, ainda são aceitas, mas as de múltiplos passes (Strickland, cruzada, Becker, Savage, Winters) "são mais fortes e têm maior resistência para reparar as lacunas", com mais força no tempo zero e também com 6 semanas (Green, cap. 6, p. 217). A força depende do material, do calibre (3-0 é mais forte que 4-0) e do número de passes que cruzam o reparo; e a alça que trava o tendão, em vez de só agarrá-lo, é mais forte, assim como aumentar o número de travas (p. 217).

A sutura epitendínea. Ela alisa o reparo e aumenta a resistência, mas "continua sendo um complemento da sutura do tendão central" (Green, cap. 6, p. 217).

O gap. É o inimigo: tendões sem gap, ou com menos de 3 mm, ganham força com 6 semanas; com gap acima de 3 mm, a força não aumenta, e o risco de ruptura cresce depois de 3 semanas de reabilitação (Green, cap. 6, p. 217).

E o volume. Mais sutura dentro do reparo aumenta o volume, o trabalho de flexão e diminui a área de cicatrização; nós volumosos fora atrapalham o deslizamento na bainha (Green, cap. 6, p. 217).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 74 do SIMÃO 2026, que cobrou a estratégia de sutura para o flexor na zona 2 com mobilização precoce.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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