Uma professora de 38 anos apresenta deformidade em botoeira do dedo médio há 10 semanas, após trauma fechado. A interfalângica proximal estende por completo de forma passiva e a distal não tem rigidez. Qual é a conduta inicial mais adequada?
- Artroplastia da interfalângica proximal, porque a deformidade já passou da fase aguda
- Reconstrução imediata da banda central com enxerto tendíneo, porque a órtese só funciona nas primeiras seis semanas
- Artrodese da interfalângica proximal em cerca de 40 graus de flexão
- Órtese de extensão da interfalângica proximal, com a distal livre e exercícios de flexão ativa da distal
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Conceito-chave
O que é a botoeira. Na zona 3, sobre a interfalângica proximal, a banda central do extensor se insere na base da falange média. Quando ela rompe, a IFP perde a extensão e as bandas laterais escorregam para volar do eixo da articulação, virando flexoras da IFP e puxando a IFD em hiperextensão. Com o tempo, as bandas encurtam e as estruturas articulares se retraem.
Flexível ou rígida: é isso que decide. Burton classificou a botoeira crônica: estágio I, deformidade flexível, passivamente corrigível; estágio II, contratura fixa com bandas laterais contraídas; estágio III, contratura fixa com fibrose articular, do colateral e da placa volar; e um estágio IV, com artrose (Green, cap. 5, p. 201). O Green diz que as deformidades flexíveis "podem ser tratadas com sucesso com talas vários meses após a lesão" (p. 200), e que os estágios I e II são tratados com um regime de imobilização até a IFP estender por completo, mantido por pelo menos 6 a 12 semanas com tala, com exercícios ativos e passivos de flexão da IFD durante todo o tempo, para alongar as bandas laterais (p. 201 e 202).
O caso. Dez semanas depois de um trauma fechado, IFP que estende passivamente por completo e IFD sem rigidez: botoeira crônica flexível, estágio I. A conduta inicial é a órtese de extensão da IFP, com a IFD livre e flexão ativa da IFD.
| Estágio de BURTON (Green, cap. 5, p. 201) | Achado | Conduta inicial |
|---|---|---|
| I | Flexível, corrigível | Regime de órtese: IFP em extensão, IFD fletindo (p. 201 e 202) |
| II | Contratura fixa, bandas laterais curtas | O mesmo regime, até a IFP estender por completo (p. 201) |
| III | Fibrose articular, colateral e placa volar | Fora do alcance do regime de órtese dos estágios I e II |
| IV | Estágio III mais artrose da IFP | Fora do alcance do regime de órtese dos estágios I e II |
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 8 do SIMÃO 2026, que cobrou a conduta inicial na botoeira crônica flexível.
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