Orto Questões

Questão de Deformidades dos dedos (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoDeformidades dos dedosOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Uma professora de 38 anos apresenta deformidade em botoeira do dedo médio há 10 semanas, após trauma fechado. A interfalângica proximal estende por completo de forma passiva e a distal não tem rigidez. Qual é a conduta inicial mais adequada?

  1. Artroplastia da interfalângica proximal, porque a deformidade já passou da fase aguda
  2. Reconstrução imediata da banda central com enxerto tendíneo, porque a órtese só funciona nas primeiras seis semanas
  3. Artrodese da interfalângica proximal em cerca de 40 graus de flexão
  4. Órtese de extensão da interfalângica proximal, com a distal livre e exercícios de flexão ativa da distal
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · Órtese de extensão da interfalângica proximal, com a distal livre e exercícios de flexão ativa da distal

Conceito-chave

O que é a botoeira. Na zona 3, sobre a interfalângica proximal, a banda central do extensor se insere na base da falange média. Quando ela rompe, a IFP perde a extensão e as bandas laterais escorregam para volar do eixo da articulação, virando flexoras da IFP e puxando a IFD em hiperextensão. Com o tempo, as bandas encurtam e as estruturas articulares se retraem.

Flexível ou rígida: é isso que decide. Burton classificou a botoeira crônica: estágio I, deformidade flexível, passivamente corrigível; estágio II, contratura fixa com bandas laterais contraídas; estágio III, contratura fixa com fibrose articular, do colateral e da placa volar; e um estágio IV, com artrose (Green, cap. 5, p. 201). O Green diz que as deformidades flexíveis "podem ser tratadas com sucesso com talas vários meses após a lesão" (p. 200), e que os estágios I e II são tratados com um regime de imobilização até a IFP estender por completo, mantido por pelo menos 6 a 12 semanas com tala, com exercícios ativos e passivos de flexão da IFD durante todo o tempo, para alongar as bandas laterais (p. 201 e 202).

O caso. Dez semanas depois de um trauma fechado, IFP que estende passivamente por completo e IFD sem rigidez: botoeira crônica flexível, estágio I. A conduta inicial é a órtese de extensão da IFP, com a IFD livre e flexão ativa da IFD.

Estágio de BURTON (Green, cap. 5, p. 201)AchadoConduta inicial
IFlexível, corrigívelRegime de órtese: IFP em extensão, IFD fletindo (p. 201 e 202)
IIContratura fixa, bandas laterais curtasO mesmo regime, até a IFP estender por completo (p. 201)
IIIFibrose articular, colateral e placa volarFora do alcance do regime de órtese dos estágios I e II
IVEstágio III mais artrose da IFPFora do alcance do regime de órtese dos estágios I e II

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 8 do SIMÃO 2026, que cobrou a conduta inicial na botoeira crônica flexível.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo