Homem de 27 anos tem pseudoartrose da cintura do escafoide há 14 meses, com deformidade em corcunda, semilunar estendido no perfil e polo proximal vascularizado na RM. Qual estratégia cirúrgica trata adequadamente a deformidade?
- Enxerto corticoesponjoso em cunha por via volar, restaurando o comprimento e corrigindo a flexão do escafoide, com fixação no mesmo tempo
- Enxerto em canaleta sem corrigir a angulação, deixando a correção da DISI para uma tenodese após a consolidação
- Fixação percutânea in situ com parafuso, porque a DISI se corrige sozinha quando o escafoide consolida
- Excisão do polo distal do escafoide, que elimina a causa da flexão e reduz o semilunar
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Conceito-chave
O caso descreve uma pseudartrose da cintura do escafoide que já perdeu sua forma: há corcunda (humpback) e o semilunar está estendido, compondo um DISI. O objetivo não é apenas fazer o traço desaparecer. É recuperar o comprimento e a geometria do escafoide para devolver apoio ao carpo (Rockwood adultos, 10ª ed., cap. 44, pseudartrose).
Quando a fratura fica instável, o fragmento distal flete e o proximal estende acompanhando o semilunar. A face volar encurta, o escafoide se curva e deixa de equilibrar a fileira proximal. O piramidal passa a favorecer a extensão do semilunar. Consolidar o osso nessa posição conserva uma deformidade que pode limitar extensão e favorecer o desgaste do carpo.
A via volar com enxerto estrutural em cunha permite abrir o lado encurtado, restaurar comprimento e corrigir o alinhamento. O enxerto preenche o defeito e sustenta a correção; a fixação mantém os fragmentos reduzidos durante a consolidação. O resumo distingue esse cenário da pseudartrose estável, sem deformidade, na qual pode bastar promover união sem desmontar o foco.
A informação de polo proximal vascularizado não elimina o problema mecânico. Ela tampouco transforma automaticamente a operação em um enxerto vascularizado: o dado decisivo aqui é a necessidade de uma cunha que corrija o humpback. O capítulo recomenda avaliar a viabilidade e lembra que o sangramento puntiforme intraoperatório é a referência para essa avaliação; o laudo da ressonância não deve substituir todos os demais achados.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 56 do SIMÃO 2026, que cobrou a estratégia para a pseudoartrose do escafoide com deformidade em corcunda e DISI.
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