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Questão de Fraturas do escafoide e do carpo (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoFraturas do escafoide e do carpoOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Homem de 27 anos tem pseudoartrose da cintura do escafoide há 14 meses, com deformidade em corcunda, semilunar estendido no perfil e polo proximal vascularizado na RM. Qual estratégia cirúrgica trata adequadamente a deformidade?

  1. Enxerto corticoesponjoso em cunha por via volar, restaurando o comprimento e corrigindo a flexão do escafoide, com fixação no mesmo tempo
  2. Enxerto em canaleta sem corrigir a angulação, deixando a correção da DISI para uma tenodese após a consolidação
  3. Fixação percutânea in situ com parafuso, porque a DISI se corrige sozinha quando o escafoide consolida
  4. Excisão do polo distal do escafoide, que elimina a causa da flexão e reduz o semilunar
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Gabarito: A · Enxerto corticoesponjoso em cunha por via volar, restaurando o comprimento e corrigindo a flexão do escafoide, com fixação no mesmo tempo

Conceito-chave

O caso descreve uma pseudartrose da cintura do escafoide que já perdeu sua forma: há corcunda (humpback) e o semilunar está estendido, compondo um DISI. O objetivo não é apenas fazer o traço desaparecer. É recuperar o comprimento e a geometria do escafoide para devolver apoio ao carpo (Rockwood adultos, 10ª ed., cap. 44, pseudartrose).

Quando a fratura fica instável, o fragmento distal flete e o proximal estende acompanhando o semilunar. A face volar encurta, o escafoide se curva e deixa de equilibrar a fileira proximal. O piramidal passa a favorecer a extensão do semilunar. Consolidar o osso nessa posição conserva uma deformidade que pode limitar extensão e favorecer o desgaste do carpo.

A via volar com enxerto estrutural em cunha permite abrir o lado encurtado, restaurar comprimento e corrigir o alinhamento. O enxerto preenche o defeito e sustenta a correção; a fixação mantém os fragmentos reduzidos durante a consolidação. O resumo distingue esse cenário da pseudartrose estável, sem deformidade, na qual pode bastar promover união sem desmontar o foco.

A informação de polo proximal vascularizado não elimina o problema mecânico. Ela tampouco transforma automaticamente a operação em um enxerto vascularizado: o dado decisivo aqui é a necessidade de uma cunha que corrija o humpback. O capítulo recomenda avaliar a viabilidade e lembra que o sangramento puntiforme intraoperatório é a referência para essa avaliação; o laudo da ressonância não deve substituir todos os demais achados.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 56 do SIMÃO 2026, que cobrou a estratégia para a pseudoartrose do escafoide com deformidade em corcunda e DISI.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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