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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Cinco meses após fixação de fratura do rádio distal com placa volar bloqueada, mulher de 58 anos, sem queixas, tem a fratura consolidada. No perfil, a placa ultrapassa a linha tangente à borda volar e se apoia sobre essa borda, distal à watershed line. Qual a conduta mais adequada?

  1. Manter a placa, porque a ausência de sintomas afasta o risco e o grau de Soong só importa com parafuso intra-articular
  2. Discutir a retirada da placa, pois essa posição corresponde ao grau 2 de Soong e predispõe à ruptura do flexor longo do polegar
  3. Trocar os parafusos distais por parafusos bicorticais mais longos, para afastar a placa dos tendões flexores
  4. Reinserir o pronador quadrado sobre a placa, medida que neutraliza o risco tendíneo nessa posição
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Gabarito: B · Discutir a retirada da placa, pois essa posição corresponde ao grau 2 de Soong e predispõe à ruptura do flexor longo do polegar

Conceito-chave

Onde a placa não pode ficar. A placa volar bloqueada é o implante mais usado no rádio distal, e o risco tendíneo dela está na borda distal. O Green dá a referência anatômica: evitar colocar a placa distal à crista radial transversal, a linha divisora de águas (watershed line); "Os implantes posicionados muito distalmente no lábio volar do rádio estão em contato direto com os tendões flexores, com alto risco de irritação e ruptura do tendão" (cap. 15, p. 628).

A classificação de Soong. No perfil, traça-se uma linha paralela à cortical volar do rádio pela ponta da "lágrima" volar. O Green explica: "Uma placa saliente volarmente da linha infere um risco aumentado de ruptura do tendão flexor e deve ser evitada" (cap. 15, p. 638, Fig. 15.39). Na legenda da Fig. 15.38, o livro define o caso da questão: o Soong grau 2 é a placa proeminente acima da linha crítica e a até 2 mm da ponta do rebordo volar, onde, sem a cobertura do pronador quadrado, os flexores ficam em contato direto com o metal e podem romper (p. 637). As posições de grau 1 e 2 se associam a uma taxa mais alta de ruptura (p. 628).

O tendão que rompe e quando. "O FPL é predominantemente acometido", e a ruptura pode aparecer tarde: tempo médio de 9 meses numa revisão sistemática, com relatos até 10 anos depois (Green, cap. 15, p. 660). Por isso a ausência de sintomas não tranquiliza.

A conduta. O Green é direto: "Se uma placa volar for usada cruzando a fronteira, a remoção do hardware deve ser programada após a consolidação da fratura" (cap. 15, p. 628), e, no tópico das complicações, "Se as radiografias demonstrarem posicionamento Soong grau 1 ou 2, a remoção da placa é recomendada para evitar a ruptura se a fratura estiver totalmente cicatrizada" (p. 662).

Grau de SOONGPosição da placa no perfilConduta após consolidar (Green, cap. 15)
0Não fica saliente além da linha críticaSem indicação de retirada pelo risco tendíneo
1Saliente além da linha crítica (p. 628)Retirada recomendada após consolidar (p. 662)
2Saliente e a até 2 mm da ponta do rebordo volar (p. 637)Retirada recomendada após consolidar (p. 628 e 662)

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 48 do SIMÃO 2026, que cobrou a conduta diante de uma placa em Soong grau 2 numa paciente sem queixas.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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