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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026)

Mão e punhoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2026

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Homem de 30 anos tem fratura articular do rádio distal após acidente de moto. No perfil, a distância anteroposterior do rádio distal é maior que a do lado oposto e a concavidade da faceta semilunar deixou de acompanhar a superfície proximal do semilunar. O que esse achado indica?

  1. Impacção isolada da fossa do escafoide, que se corrige elevando o fragmento por uma janela dorsal
  2. Inclinação dorsal extra-articular do fragmento distal, corrigida apenas pela restauração da inclinação volar
  3. Translação radial do fragmento distal no plano coronal (coronal shift), vista na incidência posteroanterior
  4. Separação coronal da faceta semilunar, com fragmento volar que precisa ser fixado diretamente para evitar subluxação volar do carpo
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Gabarito: D · Separação coronal da faceta semilunar, com fragmento volar que precisa ser fixado diretamente para evitar subluxação volar do carpo

Conceito-chave

Dois sinais do perfil que denunciam a faceta semilunar. No rádio distal, a faceta do semilunar tem uma borda volar que o Green chama de "lágrima": é o pilar que impede o carpo de escorregar para a palma. Fraturas que partem a faceta semilunar no plano coronal, separando um fragmento volar e um dorsal, são difíceis de ver no perfil, e o Green ensina duas pistas.

A distância anteroposterior. É medida "entre as bordas dorsal distal e volar da faceta semilunar"; a média é de 18 a 20 mm, e o ideal é comparar com o lado não lesionado. "Um alargamento levanta a suspeita de uma divisão da fossa do rádio no plano coronal, que pode ser difícil de ser apreciada na incidência lateral sem tomografia computadorizada" (Green, cap. 15, p. 604). A Fig. 15.10 mostra o normal, cerca de 20 mm no homem e 18 mm na mulher, e um punho lesionado com cerca de 28 mm (p. 610).

A concentricidade. "Em um punho normal, a curvatura da faceta semilunar do rádio e a curvatura do osso semilunar na projeção lateral são praticamente concêntricas" (Green, cap. 15, p. 604). Quando deixam de ser, há divisão coronal da faceta semilunar ou desalinhamento radiocárpico; se não corrigida, a distância AP aumentada se associa a mais artrose radiográfica (p. 605).

Por que fixar o fragmento volar. O Green é enfático: o fragmento volar-ulnar, em forma de lágrima, é a metade volar da faceta semilunar e, pelo ligamento radiossemilunar curto, "constitui a principal restrição à subluxação volar do carpo"; é também estabilizador da radioulnar distal. "A falha em reconhecer ou estabilizar adequadamente esse fragmento pode resultar na dramática subluxação palmar tardia do carpo" (cap. 15, p. 640). A placa volar padrão pode não segurá-lo, e muitas vezes ele precisa de fixação específica (p. 640 e 641).

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 36 do SIMÃO 2026, que cobrou o significado da distância anteroposterior aumentada e da perda de concentricidade no perfil.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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